sábado, maio 03, 2008


SECOM UnB: Muda a linha editorial mas não inspira confiança!


A Secretária de Comunicação da UnB, durante toda a crise de gestão atuou como assessoria direta do Reitor, mantendo uma linha editorial de ataque ao movimento de ocupação e de defesa intransigente do ex-reitor e sua equipe. No especial sobre coberturas da SECOM é fácil acompanhar as mudanças no texto e na direção política, porém a nova Reitoria tem a intenção simples de acabar com a crise e não promover mudanças estruturais na universidade.


Ninguém confia na SECOM! Abaixo o link da nova fase paz e amor da SECOM UnB..
Cortaram a água e a luz e agente não saiu! Só não cortaram a voz do movimento estudantil!

Esta foto foi logo após do anuncio do afastamento do Reitor dentro do Anf. 9 da UnB





Abaixo estou divulgando a Nota de esclarecimento do DCE (Diretório Central dos Estudantes da UnB) sobre as eleições da ADUnB. Acredito ter sido a decisão mais correta tomada antes de ter acesso oficial as cartas-programa das chapas que disputam o processo.

Defendo que pelo menos três eixos devem estar contemplados no programa de uma Chapa que deve ser apoiada pelo DCE:

1. Posição clara em relação as políticas educacionais do Governo Lula - Isto quer dizer posição contrária à Reforma Universitária, ao REUNI e ao conjunto de medidas que vem sendo apresentadas por este governo no sentido de aprofundar o desmonte da Universidade Pública.

2. Garantia da autonomia e independência do sindicato em relação a administração superior da UnB;

3. Compromisso visceral com a democratização da universidade, isto significar fortalecer a campanha pela paridade e apontar para uma gestão ainda radicalmente mais democrática.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DCE

O Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães da Universidade de Brasília é uma entidade independente de representação dos estudantes da UnB.
Os estudantes da UnB foram protagonistas de um processo de luta vitorioso que desencadeou a derrubada de uma gestão corrupta e truculenta e também abriu um espaço de amplas possibilidades para mudanças estruturais em nossa universidade. A ocupação do prédio da Reitoria da UnB envolveu profundamente estudantes, professores e servidores técnico-administrativo, demonstrando que a luta é capaz de resultar em grandes mudanças na nossa realidade.
Por tudo isso o DCE acredita que é necessária a unidade dos setores lutadores que neste momento conseguiram tantas vitórias e mudanças. Nas eleições da ADUnB defendemos da mesma forma a unidade dos setores que acreditamos lutar contra as políticas privatistas do Governo Lula, como a Reforma Universitária, o REUNI e as fundações privadas nas universidade públicas.
A ADUnB tem sido uma importante parceira do Coletivo NADA SERÁ COMO ANTES desde que este ainda era oposição à antiga Gestão do DCE-UnB, a Para Todos, prestando apoio enquanto sindicato na tarefa de contribuir com as lutas em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade. O Comitê UnB Livre e diversos professores que não se organizam em qualquer grupo também foram importantes parceiros neste processo político.
Nós rechaçamos quaisquer professores que se auto-proclamem arautos do processo de mobilização dos estudantes. Acreditamos também que seja importante esclarecer que dois diretores do DCE-UnB participaram da Reunião que realizou-se no MEC e não houve qualquer defesa de nomes para a Reitoria pró-tempore e as entidades e o movimento de ocupação reafirmaram seu caráter independente. Não corroboramos com qualquer professor que aposte na divisão ou ingerência no Movimento estudantil de forma a criar uma relação conflituosa assim como não aceitamos ataques pessoais a qualquer membro da diretoria do DCE.
Preservando a unidade da esquerda a partir de um programa claro, o DCE aguardará a carta-programa das chapas inscritas nas eleições da ADUnB para decidir se prestará apoio público a algum dos agrupamentos. Desde já afirmamos a unidade contra a chapa 1, que no nosso entendimento representa um setor conservador que não é capaz de representar o movimento docente de forma independente e democrática.

DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES HONESTINO GUIMARÃES
DCE-UnB
GESTÃO NADA SERÁ COMO ANTES
Contra as leis raciais no Brasil?

Engraçado o Prof. Marcelo Hermes assinou uma manifesto, que foi redigido e prestigiado por uma ampla sorte de reacionários e conservadores de todas as partes do Brasil. O principal objetivo do documento era reivindicar o retrocesso de todas as leis de inclusão etno-racial de nosso país, que sofreu com a escravidão de negros, mulatos e pardos até quase o início do século passado.

Na minha respeitosa opinião, gostaria de conclamar o Prof. Marcelo que no processo de crise da UnB, teve uma atuação tão progressista a rasgar esta carta que ajudou a construir e fortalcer este campo de pensadores, estudantes e várias outras categorias que além de lutar contra a corrupção lutam também contra a desigualdade social!
E tenho também a certeza que vários professores da UnB que constróem juntos o Coletivo UnB Livre devem ter profundas divergências com este documento.

Confira a integra da matéria divulgada no Blog Ciência Brasil
Fotos da Ocupação
Minha fala durante a Assembléia que definiu pela desocupação da Reitoria
Assembléia Geral dos Estudantes durante a ocupação

Assembléia Geral lotada que definiu por desocupação do prédio e ocupação de toda a UnB

Fala da Prof. Rita Segato, grande apoiadora do movimento de ocupação e atual candidata a Presidente da ADUnB (Sindicado de Representação dos Docentes da UnB)





Ocupa e Resiste!
A ocupação do prédio da Reitoria da UnB garante muitas vitórias e abre uma nova fase do movimento estudantil.

Por Fábio Felix*

Os estudantes da Universidade de Brasília ocuparam a Reitoria, mobilizados por uma pauta que denunciava um processo complexo de corrupção, falta de democracia, truculência e uma política equivocada a frente da administração da universidade. As sucessivas denuncias contra o Reitor, os escândalos envolvendo as fundações de direito privado e também parte da administração superior da UnB demonstraram um esquema de privilégios, falta de compromisso com o público e dedicação na aplicação de uma política autoritária e privatista na UnB.

A crise que a UnB continua mergulhada ia se aprofundando em uma rápida dinâmica de exposição da instituição e gerando um profundo questionamento por parte da sociedade do que deveria ser feito. As denuncias divulgadas pelo Ministério Público, TCU e outros órgãos eram sintomáticas por que deixavam clara a situação insustentável da gestão Timothy Mulholland e a necessidade de democracia e participação nos espaços da universidade.

O movimento estudantil foi inegavelmente o protagonista e impulsionador de um processo amplo de lutas na UnB, o DCE convocou várias assembléias, atos, reuniões com outras entidades e estimulou uma campanha pelo Fora Timothy, fora fundações de apoio e pela democratização da instituição. A campanha tomou uma dimensão nacional capaz de tremer a relação das universidades com as fundações de apoio.

A ocupação da Reitoria da UnB foi o instrumento que os estudantes encontraram para dialogar com a comunidade universitária e também com toda a sociedade brasileira. Este mecanismo deve refletir a grande dificuldade de interlocução que estudantes tinham com a antiga gestão da UnB e que os estudantes brasileiros tem com o governo federal.

A permanência da ocupação não foi fácil, mas as pressões de várias instituições do estado, da sociedade e a angustia da eminente entrada policial não foram suficientes para desencorajar a luta de todos nós estudantes da UnB. O apoio declarado por várias entidades de todo o Brasil, as cartas de solidariedade e as assembléias lotadas serviam para dar sempre um novo gás para nossa resistência.

A luta contra a corrupção e pela democratização da universidade mobilizou milhares de estudantes da UnB e de todo o Brasil e garantiu grandes vitórias para o movimento estudantil. A direção majoritária da UNE (União Nacional dos Estudantes) que há muito tempo não se posiciona a favor da luta estudantil, tentou se aproveitar deste importante momento político para se re-localizar na conjuntura, mas não reflete mais a realidade cotidiana dos estudantes, porque prefere defender as políticas educacionais do governo ao invés de lutar junto ao estudante pela universidade pública.

Os professores e servidores da UnB embarcaram com muita força na luta dos estudantes e também pediram a saída do Reitor, do Vice e de toda sua equipe e perceberam a necessidade de redemocratizarmos os espaços da universidade pública. A vitória ocasionada pela mobilização estudantil e pela ocupação da Reitoria da UnB, foi a peça impulsionadora de um movimento mais amplo que envolve todos os segmentos da universidade e garantiu por fim uma vitória tão contundente de todos os que lutaram em defesa de uma UnB pública, gratuita, democrática e de qualidade!

A ocupação que durou 15 dias coloca o movimento estudantil não só da UnB em uma nova fase, a qual, os estudantes voltam a acreditar na mobilização e na luta como instrumento de mudança da realidade! Quando percebermos que falta professor em sala de aula, ou quando assistirmos as condições precárias das universidades, ou mesmo quando o governo através de decreto publicar mais ataques à educação pública vamos ter a certeza que nossa luta pode garantir grandes mudanças!

Defender a UnB, acabar com os privilégios, denunciar o processo de corrupção, lutar pela democratização dos espaços da universidade, lutar contra as fundações de direito privado nas universidades públicas, impedir a implementação do projeto de expansão difuso da UnB (REUNI) são as principais pautas de todos nós estudantes que ocupamos a reitoria da Universidade de Brasília.

Nós desocupamos o prédio da Reitoria para ocupar toda a universidade, salas de aula, conselhos, assembléias, reuniões, departamentos, institutos e faculdades continuando com afinco e resistência a tarefa de defender a UnB e a universidade pública brasileira! A palavra-de-ordem continua sendo sem duvida: Ocupa e Resiste!

quarta-feira, abril 02, 2008

Fernando Gabeira do PV é mais do mesmo para o Rio de Janeiro


O Deputado Federal Fernando Gabeira, é um dos pré-candidatos mais fortes para as eleições da cidade do Rio de Janeiro. Em entrevista na madrugada de hoje ele demonstrou que não tem um projeto para a cidade e foi vazio nas respostas dadas em sua participação no Programa do Jô.


Gabeira disse que foi motivado a ser candidato por uma tragédia que aconteceu com uma amiga, que ao acompanha-la ao maior hospital público da cidade percebeu (muito tarde) as condições da saúde pública brasileira. Ele aproveitou para elogiar o hospital particular o qual ela foi encaminhda depois e não demonstrou uma saída programática para o investimento público e o resgate da saúde pública.


O Deputado fez várias declarações genéricas e não conseguiu se diferenciar, do atual prefeito, nem do seu principal rival (como ele classifica) o Bisbo Crivella (Da Universal do Reino de Deus). Sobre violência disse que o munícipio pode reduzi-la em parceria com os governos estadual e federal mas não disse como!
As alianças refletem uma deterioração muito grande do Deputado Gabeira e de seu partido, o PV hoje compõe o governo do atual prefeito desastre do Rio (César Maia /DEMO) e parece capaz de fazer quaisquer alianças sem principios!



O Deputado Chico Alencar do PSOL que também será candidato à Prefeitura do Rio foi feliz ao dizer que o Gabeira TUCANOU!



Fatos: Rede Globo apóia GABEIRA e Rede Record apóia CRIVELLA
Reitoria da UnB contrata Gabinete de crise para conter o escândalos



Um jornal de pequena circulação do Distrito Federal, publicou na última semana que a Universidade de Brasília teria contratado o jornalista Hélio Doyle para apagar o fogo do escândalo envolvendo a cúpula dirigente da Universidade de Brasília. Hélio é professor aposentado da Faculdade de Comunicação da UnB, trabalhou no Governo Cristovam Buarque e depois incrivelmente no Governo de Joaquim Roriz, segundo fontes que prefiro não revelar é profissional em "assar pizzas". Professores da UnB comentam que a quantia que Hélio deve receber para tirar o Reitor do paredão é de 300.000 reais.


Apesar da tentativa de sair do buraco, a Administração Superior da Universidade não consegue sair da parte policial dos principais jornais do Brasil, neste domingo foi publicada nova denúncia no Correio Braziliense sobre um suposto "tour" do Vice-Reitor da UnB, sua esposa e o dono de uma Faculdade Privada de Brasília pela Ásia... A fatura foi paga pela Editora UnB (verba que deveria ir pra projeto indígena).

terça-feira, abril 01, 2008

Heloísa Helena está entre os principais presidenciáveis para 2010

Apesar de boa parte da mídia não comentar o porque da ex-senadora Heloísa Helena estar em terceiro lugar nas principais pesquisas de opinião que simulam as eleições de 2010, a Presidenta do PSOL desponta com um programa radical e de esquerda.

Na última pesquisa Datafolha Heloísa Helena aparece em terceiro lugar em quase todas as hipóteses de simulação, a frente até do atual Governador de Minas Gerais Aécio Neves e das possíveis candidatas do PT Dilma Roussef e Marta Suplicy.

Com um programa radical, Heloísa Helena precisa avançar com as medidas que beneficiem o conjunto dos trabalhadores bem diferente do seu ex-companheiro de partido e ex-socialista o Presidente Lula.

Segundo o blog do Jornalista Paulo Henrique Amorim, é mais fácil o "vesgo" personagem do humorístico pânico chegar a presidência do que José Serra. Amorim afirma que ele é um candidato "pesado", pouco carismático e descarrega várias denuncias sobre o Governador de São Paulo.

1º de Abril: Dia Nacional de Luta contra as mentiras do Governo Lula


Estamos em 2008, segundo mandato do Presidente Lula e nada a comemorar, em vários estados brasileiros ativistas dos movimentos sociais e da CONLUTAS foram às ruas protestar contra as farsas deste governo.

A farsa do fim da dívida externa, do deficit da seguridade social estão entre as muitas mentiras inventadas para aprovar as danosas reformas que retiram direitos dos trabalhadores brasileiros. Vivemos a pior fase de exploração do trabalho no Brasil e no mundo, a qual o estado perde seu papel fundamental de provedor das políticas sociais.
O PT e os satélites de seu governo continuam no toma-lá-da-cá dos cargos e privilégios com o dinheiro público enquanto quem paga a conta é a maioria da população brasileira!

segunda-feira, março 31, 2008

Conferência Eleitoral do PSOL - 2

As resoluções aprovadas já estão disponíveis no site do partido

www.psol.org.br

A resolução de programa com certeza reflete de forma muito rebaixada o que foi o programa fundacional do PSOL e também aquele aprovado para as eleições de 2010.

domingo, março 30, 2008


Censura empresarial ataca também na Internet
por Hamilton Octavio de Souza


O rompimento unilateral do contrato do portal iG com o jornalista Paulo Henrique Amorim, no dia 18 de março, provocou e continua provocando um razoável debate entre blogueiros, jornalistas e ativistas e entusiastas da Internet.


Não é a primeira vez que deparamos com censura expressa a sites, blogs e colaboradores de portais – o que tem derrubado a tese dos mais ufanistas sobre o papel quase exclusivo da Internet no processo real de democratização das comunicações e da sociedade.


O cartunista Latuf já teve seus cartoons censurados e perseguidos via Internet. Vários veículos da imprensa alternativa popular não conseguem hospedar seus sites em portais controlados por grandes grupos econômicos – mesmo aqueles que se auto-proclamam democráticos e dedicados exclusivamente à comunicação social.


Ao mesmo tempo, cresce o número de casos de blogs retirados do ar por portais e provedores, especialmente quando os conteúdos estão relacionados com a mobilização social e as lutas de setores da sociedade. Isso aconteceu, em 2007, com blogs de estudantes universitários em momentos de ocupação de reitorias.


O curioso nessa situação é que os “controladores” do novo espaço “democrático” que se abriu com a Internet, são praticamente os mesmos que atuam na grande imprensa burguesa e utilizam os mesmos métodos dos que exercem a censura e o controle dos conteúdos nos principais veículos do País. Os registros mais graves comprovam que as restrições partem das forças dominantes em defesa de seu modelo econômico e de seus interesses hegemônicos ou, ainda, de grupos empenhados em disputas empresariais que utilizam a comunicação para seus objetivos estratégicos.


No caso específico da saída de Paulo Henrique Amorim do portal iG, o comunicado do diretor-presidente Caio Túlio Costa se restringiu a afirmar, em primeiro lugar, laconicamente, que o iG “descontinuou o contrato com o jornalista...” e, em seguida, esclareceu que “Descontinuar colaborações faz parte da vida das empresas e da vida dos jornalistas”. Ou seja, a Internet segue o mesmo padrão das empresas privadas em relação à pauta e à escolha de seus empregados, com a única diferença de que na “nova situação” não existe vínculo empregatício.


Nos esclarecimentos que deu sobre a “rescisão” de seu contrato, o jornalista Paulo Henrique Amorim atribuiu ao banqueiro e empresário Daniel Dantas a responsabilidade pelo ato de censura, já que o site Conversa Afiada apresentou seguidas matérias sobre os negócios e os métodos utilizados pelo banqueiro nas disputas bilionárias das empresas de telecomunicações.
A saída não devidamente esclarecida de Amorim do iG provocou a reação imediata do conceituado jornalista Mino Carta, diretor da revista Carta Capital e também autor de um blog hospedado no mesmo portal. Mino protestou, saiu do iG e deixou novas pistas sobre o que estaria por trás dessa censura. Ele escreveu: “Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.”


A reação do público que tem acesso à Internet foi imediata e, já no dia seguinte, em menos de 24 horas, o blog de Mino Carta registrava 742 mensagens sobre o ocorrido – a maior parte endossando os protestos contra a censura imposta num portal e o abrupto rompimento de contrato com o jornalista.


Tudo indica que esse tipo de situação tende a se tornar mais freqüente na Internet, em especial nos espaços controlados pelas grandes empresas ou suscetíveis de pressões políticas de governos e das classes dominantes. O que fica claro – nas várias formas de cerceamento – já identificadas é que o sistema de oligopólio das comunicações se reproduz exatamente onde se imaginava que era possível escapar do controle ideológico e dos interesses comerciais.


O caso de Amorim reforça que a luta pela democratização da sociedade brasileira passa obrigatoriamente pela democratização do sistema de radiodifusão, do sistema de satélites de comunicação e de todo o sistema que articula a Internet.


Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP.

Conferência Eleitoral do PSOL


Neste final de semana estive participando da II Conferência Eleitoral do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), este espaço de debate foi palco do enfrentamento de projetos estratégicos para o Partido e para o país. Todos os setores políticos do PSOL desde a explanação de Babá até a fala de Ivan Valente demosntraram com clareza a importância da participação no processo eleitoral, apesar de seus limites categoricamente reconhecidos por todos.


Vou fazer posteriormente um comentário mais completo sobre a conferência, mas a mensagem que tenho mais concreta sobre estes dois dias é em relação a como foi feito o debate do campo de alianças.


Acredito ter havido um esquívoco tático e político que pode fragilizar profundamente a intervenção do PSOL.


Primeiro que não houve um detalhamento do debate estratégico do partido, o que significa que o Partido não discutiu com mais afinco o que quer para o Brasil e para a América Latina. Este debate é fundamental porque a partir dele pode-se chegar a uma formulação sobre a participação nas eleições, campo de alianças e etc.


Segundo, que o PSOL quebra um pacto importante com parceiros do campo de classe, ou seja, não cristaliza a necessidade de ter no campo eleitoral os mesmos aliados que tem no campo das lutas sociais. Aponta o diálogo com estes setores de forma genérica.


Terceiro, o partido tratou de deliberar mais a serviço das excepcionalidades que possam ocorrer nas eleições, do que sobre o norte que deve ter a intervenção eleitoral do PSOL de conjunto. Sem qualquer sectarismo abre um precedente que pode atrapalhar o partido a se consolidar como direção política dos revoltosos. Torcemos para que as excessões não se transformem em regra e o pragmatismo não seja maior do que o programa.


E por último, aprovou um programa também bastante genérico, que apesar de tocar em questões importantes para o conjunto dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre dos municipios brasileiros, não atinge centralmente a dívida pública, a lei de responsabilidade fiscal, as estatizações e etc. O que significa dizer que o programa do partido pode iludir os trabalhadores e os lutadores sociais que "ganhando" as prefeituras poderá mudar profundamente as condições da maioria da população o que não é verdadeiro. Portanto o que deve ser afirmado é que as possíveis prefeituras do PSOL, mandatos de vereadores e etc devem estar a serviço das lutas socias e de acumular politicamente para organizar os trabalhadores e movimentos socias brasileiros.

sexta-feira, março 28, 2008


Um ano do Incêndio Criminoso na UnB: Nada a comemorar!

Completa-se hoje um ano do incêndio ocorrido na CEU. Naquele dia, alunos africanos foram vítimas de um ato xenófobo criminoso, no qual as portas dos quatro apartamentos em que eles moravam foram incendiadas.

A funcionária do Centro de Convivência Negra, Hayamna Carvalho, lembra: "Na madrugada do dia 28 de março de 2007, os estudantes da CEU acordaram por causa do cheiro de queimado. Tinha fogo em frente às portas de quatro apartamentos. A saída era bloqueada com tijolos e os extintores foram retirados. Os estudantes africanos foram alvo de um ato criminoso de caráter racista. Felizmente, não houve feridos ou mortos."

Toda comunidade universitária ainda está chocada com o acontecimento, que teve repercussões mundiais. "Até a revista Times me entrevistou", fala Medeiros, da Direção Geral dos Serviços da Prefeitura do Campus.

As investigações policiais e administrativas já começaram. Em setembro do ano passado, três estudantes, José Francisco Rodrigues de Araújo, Roosevelt Reis e Wagner Guimarães Guedes, também moradores da CEU, foram indiciados como suspeitos. Dois processos se instalaram: a Polícia Federal começou uma investigação penal e, ao mesmo tempo, em colaboração, a UnB entrou com o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar de maneira mais rigorosa o envolvimento de três alunos no episódio. Acredita-se que, até o fim de abril deste ano, saia uma conclusão efetiva do PAD.

A precariedade das condições de moradia da Casa do Estudante Universitário é outro assunto que preocupa a comunidade acadêmica. "A CEU está caindo de pedras", condena o DCE. Hayamna Carvalho confirma: "Desde o incêndio, nenhuma reforma foi feita e ninguém pensou em uma política de convivência", o que, de acordo com ela, é um dos problemas, em parte, responsáveis pelo ato racista.

Fonte: CampusOnline
Pode me chamar de gay

Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido.
Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.
Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay. Que seja bem alto.
A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo.
...
Pedro Bial, Jornalista da TV Globo.


Morte de Edson Luís: Dia de Luta para todos os estudantes do Brasil!




No dia 28 de março de 1968 a ditadura militar brasileira assassina o estudante secundarista Edson Luís. A morte do estudante foi capaz de desmascarar a face mais autoritária do regime no Brasil e deflagrou um conjunto de lutas em todo o país contra a ditadura. Em junho deste mesmo ano ocorreu a marcha dos cem mil capaz de agregar estudantes e trabalhadores na luta pela democratização do regime.

Na Universidade de Brasília vivemos um importante período de lutas contra os privilégios de uma cúpuda dirigente que que tem se beneficiado com a parceria da universidade com as fundações de apoio. Além desta forte crise, o Reitor da UnB atropelou a comunidade universitária ao aprovar de forma truculenta o REUNI (Plano de expansão feito através de decreto pelo governo federal) não permitindo um debate mais profundo na universidade.


Relembrar a morte de Edson Luís em defesa da democracia no nosso país, também significa trabalharmos para reascender a luta estudantil contra a privatização do ensino público e contra as reformas que de forma tão danosa tem prejudicado a vida da maioria da população.


Edson Luís é um exemplo que deve inspirar a todos os estudantes a lutarem contra a política nefasta e privatizante do atual governo!

terça-feira, março 25, 2008

Presidente da Finatec nega envolvimento com decoração do apartamento do reitor da UnB
Da FolhaNews
25/03/200813h57-
O presidente do Conselho Superior da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), Antônio Manoel Dias Henriques, negou hoje participação no episódio em que a entidade teria usado R$ 470 mil para mobiliar o apartamento funcional ocupado pelo reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholland. Em depoimento à CPI das ONGs (organizações não-governamentais), Henriques negou envolvimento no episódio, mas reconheceu que os recursos poderiam ter sido "melhor aplicados" pela Finatec. "Como presidente do conselho superior não tive participação nenhuma na autorização dessas compras. O conselho superior tem como objetivo dar políticas gerais da fundação", afirmou. Henriques disse que não teve conhecimento dos gastos da Finatec no apartamento do reitor porque, como presidente da entidade, não era sua função tomar conhecimento de todas as despesas aplicadas pelo órgão. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal, a Finatec teria utilizado R$ 470 mil na compra de móveis de luxo para o apartamento, além da aquisição de lixeiras, de equipamentos de TV e som, de telas artísticas e vasos com plantas diversas, assim como utensílios domésticos. Contratos No depoimento à CPI, o presidente da Finatec também rebateu acusações de que a entidade teria utilizado influências políticas para firmar contratos com municípios e órgãos públicos. Segundo Henriques, o órgão em nenhum momento usou a relação com petistas ligados ao governo federal para ampliar seus contratos no país. O Ministério Público do Distrito Federal investiga a suspeita de que administrações do PT tenham usado a Finatec como forma de estabelecer, sem licitação, contratos de mais de R$ 23 milhões com empresas pertencentes a um consultor com ligações com o PT. Segundo a Promotoria, duas empresas foram subcontratadas pela Finatec para realizar serviços, recebendo R$ 23 milhões de um total de R$ 50 milhões: a Intecorp Consultoria Empresarial e Camarero & Camarero Consultoria Empresarial. À CPI, Henriques negou que a parceria com as empresas tivesse objetivos políticos. "A Finatec tem como grande parte de seus clientes órgãos públicos, até pela localização dela, na capital federal, junto ao governo federal e várias representações de governos e prefeituras. A fundação só teve condições de captar projetos porque tinha um produto desenvolvido em parceria com a Intercorp, que lhe permitia ter expertise para buscar contratos no mercado", justificou. Henriques disse que todas as atividades da entidade cumprem a determinação legal, com aplicação de seus recursos em pesquisa e tecnologia. "Esse tipo de trabalho está perfeitamente compatível com os objetivos estatutários da fundação", enfatizou.

1º de abril
Dia nacional de luta contra as mentiras do governo


O 1º de abril será um dia nacional de luta dos movimentos sociais, populares e sindical contra as mentiras do governo. A data foi aprovada como um dia de luta contra a transposição na Conferência dos Povos do São Francisco e do Semi-árido, realizada em Sobradinho (BA), entre 25 e 27 de fevereiro. Além da mentira dos benefícios da transposição do rio São Francisco, a Conlutas também vai denunciar outras mentiras do governo e levantar bandeiras:

- Em defesa do emprego, dos salários e pela redução da jornada de trabalho!

- Por serviços públicos de qualidade! Em defesa dos direitos do funcionalismo público!

- Contra a reforma universitária e o REUNI. Em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade!

Abaixo, segue um modelo de panfleto nacional que pode ser reproduzido pelas entidades e movimentos ligados à Conlutas. As regionais devem agregar ainda as questões locais.

1º de abril: Contra as mentiras do governo Lula

Manifestações em todo o país vão transformar o 1° de abril em um dia nacional de luta contra as mentiras do governo.

Diga não à transposição do Rio São Francisco!
O Projeto de transposição do São Francisco não “vai acabar com a sede dos nordestinos”. O projeto é para satisfazer as grandes empreiteiras, que vão ganhar milhões de reais.

Esse dinheiro seria melhor investido em obras menores e mais eficientes, que respeitam o meio ambiente. A transposição do rio vai beneficiar os latifundiários e grandes produtores rurais do Nordeste, que vão receber 95% da água desviada do curso do rio.

Em defesa do emprego, dos salários e pela redução da jornada de trabalho!
A crise econômica dos Estados Unidos já começa a repercutir em nosso país e os empresários, com o apoio do governo, querem repassar a conta para os trabalhadores.

Na General Motors – GM, de São José dos Campos, os patrões querem reduzir direitos trabalhistas e implantar o banco de horas para contratar novos empregados.

A flexibilização dos direitos não garante mais empregos. Isso já foi provado para os metalúrgicos do ABC paulista, que perderam milhares de vagas de trabalho quando o seu Sindicato, filiado à CUT, aceitou a flexibilização.

Por serviços públicos de qualidade! Em defesa dos direitos do funcionalismo público!
Ao funcionalismo público está sendo imposto um ataque violento aos salários, às condições de trabalho e à aposentadoria. O governo está privatizando os serviços através das fundações estatais e das parcerias público-privadas, nas áreas de saúde, educação, ciência e tecnologia, transporte e outras. Quem depende dos serviços públicos é a população pobre. Por isso precisamos barrar os ataques aos direitos dos servidores e a privatização dos serviços.

Contra a reforma universitária e o REUNI!
A reforma universitária não está criando condições para a ampliação do acesso e permanência na universidade pública. Quem está ganhando dinheiro são os empresários do ensino superior, com a transferência de vagas para escolas de qualidade duvidosa e o pagamento das bolsas pelo governo. O REUNI privatiza o ensino público superior e, mesmo abrindo novas vagas, ataca a qualidade do ensino, com salas superlotadas, cortes orçamentários e desvios das verbas das escolas públicas.

Todas essas mentiras do governo são as diversas faces de uma única política: atacar os direitos trabalhistas, previdenciários e o serviço público, aplicando as reformas que beneficiam os banqueiros, grandes empresários brasileiros e as multinacionais.

Por isso lutamos e exigimos:

- Não à transposição do rio São Francisco

- Em defesa dos serviços públicos, dos salários e dos direitos dos servidores

- Em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade

- Contra a flexibilização dos direitos e salários, pela redução da jornada de trabalho

- Todo apoio aos trabalhadores da GM

- Em defesa do direito de greve e de manifestação

Da redação, Conlutas
www.conlutas.org.br
DA FOLHA ONLINE,

Sem concorrentes, leilão da Cesp fracassa
O leilão de privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), que ocorreria amanhã na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), fracassou. Nenhum dos participantes inscritos depositou o montante de R$ 1,74 bilhão em garantias para participar da disputa --o prazo acabou às 12h de hoje.

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O Governador Serra fracassou em sua tentativa de privatista de entregar todo o poder público do estado de São Paulo às empresas! Muito disto é fruto do impenho de lutadores sociais de todo o país contra sua forma de fazer política.
Acabar com os privilégios e defender a UnB
O afastamento imediado e definitivo do Reitor da Universidade de Brasília, a democratização de seus espaços institucionais e a saída das fundações de apoio são as pautas que hoje provocam mais debates na UnB, além dos argumentos frágeis dos defensores de Thimothy sobre "a conspiração da mídia".

Nos últimos dias a crise que paira em torno da atual cúpula administrativa da Universidade de Brasília se agravou profundamente. O primeiro passo das investigações constatou o que muitos na universidade já imaginavam, um esquema milionário que envolve a FINATEC (Fundação de empreendimentos científicos ligada à UnB). A fundação gastou várias cifras do seu farto caixa bem longe de sua finalidade essencial (estatutária), e pra piorar decorou o apartamento funcional do Reitor com uma mobília digna de um palácio real, com a justificativa de atender ao “nível da Universidade de Brasília”.

O escândalo repercutiu nos principais meios de comunicação nacionais e mobilizou diversos estudantes, professores e funcionários da instituição à protestarem contra a "gastança" do dinheiro público longe do investimento em educação e pesquisa. Com a agravante de estar bem distante da realidade que vive hoje a UnB, a universidade que possui diversos problemas de estrutura, falta de investimentos em assistência estudantil, uma moradia estudantil caótica, falta de professores, funcionários e etc. Uma infinidade de problemas poderiam ser citados e debatidos horas, pois a ausência de recursos para financiarem as universidades públicas é um problema estrutural que atualmente não parece ter uma solução, com as prioridades do Governo.

Os privilégios foram a marca encontrada nas investigações do Ministério Público do Distrito Federal, desde os gastos com o cartão corporativo da universidade, até as contas de restaurantes caros pagos com verba da Editora UnB. A indignação de estudantes de diversos cursos, e as iniciativas rápidas do DCE (Diretório Central dos Estudantes) foram capazes de mobilizar a UnB, que nas primeiras duas semanas de aula, teve três manifestações pedindo a saída de Thimothy e também das fundações ditas de apoio. Basta perguntar, quem as fundações apóiam. Estas que nos últimos anos se multiplicaram nas universidades públicas, e que só a UnB possui seis delas, que utilizam capital material, estrutural e humano da universidade e com sua estrutura jurídica permitem privilégios e abrem o caminho para burlar as licitações.

Mas para alguns professores e “nomeados” que estão enraizados há anos (décadas) na cúpula administrativa da UnB esta crise seria apenas um "ataque brutal da imprensa à UnB e até a universidade pública". Os principais defensores da atual gestão da universidade e desta tese de “conspiração” são por coincidência os que ocupam cargos altos ou os que têm os maiores financiamentos em seus projetos e pesquisas. Os atores responsáveis por esta ofensiva à UnB seriam a "direita" em aliança com o PSOL/PSTU que "forjou" esta crise institucional. O que os ideólogos da Reitoria parecem não perceber é que quase todas as forças políticas pedem a saída de Thimothy. As falas mais oportunistas do Senador do PSDB, Álvaro Dias até políticos do PT, PCdoB, PMDB e etc. A UNE (ligada ao PCdoB e PT) lançou um manifesto pedindo a saída do Reitor, oportunismo sim, mas golpe da mídia contra o ilibadíssimo Reitor da UnB, Não!
Algumas forças políticas nacionais deram uma resposta à opinião pública, só pra não deixarem de se pronunciar, outros fizeram com coerência o que sempre defenderam e pediram o afastamento do Reitor e o fim das fundações de apoio nas universidades públicas brasileiras. A “teoria da conspiração” contra Thimothy parece ser a formulação mais oportuna para frear a crise na universidade.

Estudantes, Professores e Funcionários da Universidade de Brasília estão cansados de privilégios para um grupelho de professores, que "luxam" com o dinheiro que deveria ser investido nas condições de ensino, pesquisa e extensão. Não há espaços para aqueles que tem golpeado a nossa universidade com gastança, autoritarismo, e uma política privatista e que agora quererem resumir a crise como "golpismo da imprensa nacional e de todas as forças políticas contra o Magnífico". Não é tolerável e nem aceitável que intelectuais que dedicaram suas vidas a uma construção teórica profunda cumpram este papel tão baixo, mesquinho e hipócrita!

Defender Thimothy não é defender a UnB! Defender a UnB é exigir auditoria nas contas da universidade, nas contas do CESPE e de todas as fundações. Defender a UnB é lutar pela democracia com paridade na composição dos conselhos deliberativos, nas eleições para Reitor e em todos os fóruns. Defender a UnB é não compactuar com estruturas que permitem corrupção e privilégios dessa forma exigir o fim das fundações de apoio. Defender a UnB é lutar com afinco por verbas para universidade e ter mecanismo de controle reais dos gastos. Defender a UnB é denunciar que a política educacional do Governo (Reforma, REUNI, PROUNI e etc) tem precarizado profundamente o ensino superior público brasileiro. Defender a UnB é defender a saída imediata e definitiva de Thimothy e de sua cúpula dirigente!