quarta-feira, julho 09, 2008

Novo Boletim da ADUnB esclarece quem é a nova gestão!

Texto que praticamente defende os cursos pagos na universidade pública, através do argumento judicial de que este entrariam na categoria "cursos de extensão" é utilizado pela nova gestão da ADUnB para legitimar esta modalidade de ensino!

DURO de descer!
Eleições para Reitor: Eai?

BOA NOVIDADE: Varios candidatos se articulam na correiria das eleições para Reitor da Universidade de Brasília, um deles é o o Prof. Jorge Antunes (MUS/IdA) e a Profa Maria Lúcia Leal (SER/IH), eles fizeram mais uma reunião esta semana com professores estudantes e servidores para discutir um programa para a Universidade de Brasília. EM ALTA!

Almoço: Esta semana dizem que houve um almoço entre o candidato da GEOCIÊNCIAS e o candidato da SOCIOLOGIA. Um almoço que discutiu possíveis alianças. EM BAIXA!

Novo elemento: O candidato do Direito convidou para ser vice-reitor em sua chapa um Professor anti-paridade do IPOL na última semana. Será verdade?

Saúde: Dizem que a Faculdade de Saúde terá seu eterno candidato, que conta com o apoio de um setor importante dos servidores técnico-administrativos. Na mesma!
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Enquanto isto, a maioria dos estudantes querem um debate de programa para a universidade, para entender um pouco mais o que defendem cada um destes candidatos. Lembrando que não tem diálogo com os amigos do Timothy!

domingo, maio 11, 2008

TRISTE SERIA, SE NÃO FOSSE TRÁGICO!

Capa do Site da UnB:

FAHUB dentro da lei

Para quem não sabe, FAHUB é mais uma fundação que na última reunião do CAD, a UnB renovou seu credenciamento. Desde 2004 o MPDFT não apresenta relatório sobre suas contas e diversos esquívocos em sua gestão administrativa já foram apontados.

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Agora sintam o que o professor Paulo César Nascimento do IPOL (membro da chapa 1 nas eleições da ADUnB) comentou sobre o assunto em seu mais recente texto "formador de opinião":


"E agora, graças à atitude paternalista do reitor pro-tempore, os professores são também obrigados a ouvir, como ocorreu na última reunião do CADE, estudantes lhes ministrarem lições sobre como uma universidade deve ser gerida, que orçamentos devem ser aprovados, como as instituições da UnB devem funcionar etc. Os professores devem reagir a este ataque concertado contra seu status, e às tentativas de colocar a relação entre professores e alunos/funcionários como sinônimo da relação capital versus trabalho. Temos que sair da defensiva e denunciar com a maior veemência essa estratégia desonesta de introduzir cunhas de conflito entre as categorias que compõem a UnB. Diz um ditado que “a desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam”. Ao que eu acrescentaria: e é pior ainda quando alguns interessados nem se preocupam com os problemas dos desinteressados. Por isso é importante que os professores participem da próxima eleição da ADUnB, reafirmando o papel central que lhes cabe nas decisões sobre o futuro da UnB."


Poderia falar como a Copélia de Toma-lá-da-cá: Prefiro não comentar...

Porém... Não vou me ater ao português ou a pouca familiaridade que o professor tem com os conselhos já que até CAD ele escreve errado (vejam acima)...

A fala de um estudante tentando contribuir com sua universidade de alguma forma, é uma "lição" que não deve ser ouvida.... O que deve acontecer é um grupo de professores que se beneficia de forma desigual da maior parte do dinheiro da UnB/fundações privadas e não tem compromisso coletivo com a universidade. O que deve acontecer é um estudante ser proibido de falar nos conselhos enquanto um Reitor mobilia de forma imoral seu apartamento e geri de forma truculenta e desigual a universidade!

Se depender dos estudantes esta história acabou!

terça-feira, maio 06, 2008

Na CAROS AMIGOS entrevista com o pré-candidato a Prefeito do Rio de Janeiro, o Deputado Federal do PSOL Chico Alencar...
www.carosamigos.com.br

Carta Antiga do Núcleo do PSOL-Centro sobre a crise de Dengue na cidade:

Descaso das autoridades com a dengue ameaça a vida da população carioca.

O Rio de Janeiro está sofrendo uma epidemia de dengue que se alastra por toda a capital. Nos bairros das zonas oeste e norte a situação é ainda mais dramática. Os casos chegam a 1000 registros por dia, sendo que essa estatística pode ser ainda mais alta, devido à demora no resultado do exame. Os óbitos já chegam a 49 pessoas.
Na semana passada o prefeito César Maia afirmou que “não tem epidemia na cidade”, na tentativa de mascarar a situação alarmante da saúde pública. A situação é trágica sobretudo para os moradores das regiões mais pobres, nas favelas e nos subúrbios cariocas, mas o surto de dengue chega também na zona sul do Rio. E são as crianças as maiores vitimas.
Nos hospitais da rede pública, os relatos são dramáticos: homens, mulheres e crianças aguardam horas e mais horas para serem atendidos e dias para conseguirem um leito, devido à imprudência, a incompetência e o descaso do setor público. As pessoas em estado grave, com dengue hemorrágica, ficam na maca nos corredores dos hospitais durante dias até conseguirem um leito.Esta situação dramática que vive a população do Rio de Janeiro chegou a este patamar devido ao mau trato da coisa pública causada pelas políticas implementadas nas esferas federal, estadual e municipal.
Lula, Sergio Cabral e César Maia, são os responsáveis pela situação caótica da saúde pública, pois cortam os recursos da saúde, fecham as emergências dos hospitais e não contratam os funcionários necessários, tudo para garantir a farra dos banqueiros internacionais. Os carros necessários para deslocar os agentes de saúde estão apodrecendo jogados num pátio da prefeitura! Vale lembrar os gastos absurdos com as obras do PAM, orçadas inicialmente em 200 milhões e que chegaram a 4 bilhões.
O sindicato dos médicos anunciou que vai apresentar esta semana uma queixa crime no Ministério Público responsabilizando o presidente da república, o governador e o prefeito do RJ por causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Eles têm toda razão!!A população não pode pagar com a própria vida as conseqüências das políticas criminosas do presidente Lula, de Sergio Cabral e do Prefeito César Maia.
É hora de nos mobilizar para exigir soluções! Rio de Janeiro deve ser declarado zona de Emergência Sanitária dedicando as verbas necessárias para acabar com a dengue. Exigimos a contratação imediata de agentes de saúde (mata-mosquitos) para atacar os focos da dengue; equipamento dos postos de saúde e os hospitais públicos com a infra-estrutura necessária; a reabertura das emergências fechadas e a contratação de médicos e enfermeiros. Estas são medidas mínimas para acabar com a epidemia de dengue e as mortes de tantos inocentes.
Núcleo Centro PSOL/RJ
Rio de Janeiro, 23 de março de 2008.

segunda-feira, maio 05, 2008

Rita Segato e Cícero Lopes: a primeira é candidata à presidente na chapa 2 e o segundo concorre ao mesmo cargo pela chapa 3...

Na minha leitura os dois candidatos da esquerda nas eleições da ADUnB... As duas chapas reivindicam a paridade, a luta contra o REUNI e o fim das fundações privadas nas universidade públicas.















domingo, maio 04, 2008

Referendo sobre o REUNI não conseguirá explicar pro estudante o significado concreto da Política de Expansão do governo

A idéia de intensificar o debate político sobre o REUNI e a política de expasão do Governo Lula é muito importante, até porque houve todo um setor do Movimento Estudantil que no ano passado contribuiu de forma muito sólida para a luta contra o decreto do REUNI.
Neste momento precisamos fazer um balanço político do que foi este processo e avançar em uma tática que possa enfrentar a Política de Expansão no plano concreto. Isto significa que não podemos manter o debate no campo retórico e sem demonstrar objetivamente as mudanças que sofre a universidade pública brasileira com a expansão sem qualidade.
A discussão democratica é fundamental para que tenhamos um apelo de revogação tanto do decreto como dos planos de expansão de cada universidade. Porém, é necessário que se aprofunde o debate nos impactos que isto gera na universidade a posteriori.
A Consulta sobre o REUNI pode acontecer em algumas universidades como uma forma de agitar o enfrentamento e a discussão, em geral naquelas que houveram um processo de luta mais radicalizado. Mas, por exemblo no caso da UnB onde a pauta central é democratização e a luta contra as fundações precisamos ter uma tatica mais formulada e o referendo com certeza não é a melhor forma, porque repete a lógica do enfrentamento apenas no campo retórico.
Há a necessidade de gastarmos forças na organização de uma campanha contra as fundações privadas e toda sua lógica na universidade (o que inclui o REUNI) e também avançarmos nacionalmente pela paridade e democratização da universidade pública.
Pautar a discussão e a luta contra a política de expansão do Governo em todas as universidades brasileiras é fundamental, mas, a tarefa central do próximo período deve ser organizar uma campanha nacional contra as fundações privadas e mostrar claramente a que política e lógica elas servem e democratizar a consulta para Reitor com a paridade para que possamos avançar para o voto universal e a gestão paritária!

sábado, maio 03, 2008


SECOM UnB: Muda a linha editorial mas não inspira confiança!


A Secretária de Comunicação da UnB, durante toda a crise de gestão atuou como assessoria direta do Reitor, mantendo uma linha editorial de ataque ao movimento de ocupação e de defesa intransigente do ex-reitor e sua equipe. No especial sobre coberturas da SECOM é fácil acompanhar as mudanças no texto e na direção política, porém a nova Reitoria tem a intenção simples de acabar com a crise e não promover mudanças estruturais na universidade.


Ninguém confia na SECOM! Abaixo o link da nova fase paz e amor da SECOM UnB..
Cortaram a água e a luz e agente não saiu! Só não cortaram a voz do movimento estudantil!

Esta foto foi logo após do anuncio do afastamento do Reitor dentro do Anf. 9 da UnB





Abaixo estou divulgando a Nota de esclarecimento do DCE (Diretório Central dos Estudantes da UnB) sobre as eleições da ADUnB. Acredito ter sido a decisão mais correta tomada antes de ter acesso oficial as cartas-programa das chapas que disputam o processo.

Defendo que pelo menos três eixos devem estar contemplados no programa de uma Chapa que deve ser apoiada pelo DCE:

1. Posição clara em relação as políticas educacionais do Governo Lula - Isto quer dizer posição contrária à Reforma Universitária, ao REUNI e ao conjunto de medidas que vem sendo apresentadas por este governo no sentido de aprofundar o desmonte da Universidade Pública.

2. Garantia da autonomia e independência do sindicato em relação a administração superior da UnB;

3. Compromisso visceral com a democratização da universidade, isto significar fortalecer a campanha pela paridade e apontar para uma gestão ainda radicalmente mais democrática.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DCE

O Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães da Universidade de Brasília é uma entidade independente de representação dos estudantes da UnB.
Os estudantes da UnB foram protagonistas de um processo de luta vitorioso que desencadeou a derrubada de uma gestão corrupta e truculenta e também abriu um espaço de amplas possibilidades para mudanças estruturais em nossa universidade. A ocupação do prédio da Reitoria da UnB envolveu profundamente estudantes, professores e servidores técnico-administrativo, demonstrando que a luta é capaz de resultar em grandes mudanças na nossa realidade.
Por tudo isso o DCE acredita que é necessária a unidade dos setores lutadores que neste momento conseguiram tantas vitórias e mudanças. Nas eleições da ADUnB defendemos da mesma forma a unidade dos setores que acreditamos lutar contra as políticas privatistas do Governo Lula, como a Reforma Universitária, o REUNI e as fundações privadas nas universidade públicas.
A ADUnB tem sido uma importante parceira do Coletivo NADA SERÁ COMO ANTES desde que este ainda era oposição à antiga Gestão do DCE-UnB, a Para Todos, prestando apoio enquanto sindicato na tarefa de contribuir com as lutas em defesa da universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade. O Comitê UnB Livre e diversos professores que não se organizam em qualquer grupo também foram importantes parceiros neste processo político.
Nós rechaçamos quaisquer professores que se auto-proclamem arautos do processo de mobilização dos estudantes. Acreditamos também que seja importante esclarecer que dois diretores do DCE-UnB participaram da Reunião que realizou-se no MEC e não houve qualquer defesa de nomes para a Reitoria pró-tempore e as entidades e o movimento de ocupação reafirmaram seu caráter independente. Não corroboramos com qualquer professor que aposte na divisão ou ingerência no Movimento estudantil de forma a criar uma relação conflituosa assim como não aceitamos ataques pessoais a qualquer membro da diretoria do DCE.
Preservando a unidade da esquerda a partir de um programa claro, o DCE aguardará a carta-programa das chapas inscritas nas eleições da ADUnB para decidir se prestará apoio público a algum dos agrupamentos. Desde já afirmamos a unidade contra a chapa 1, que no nosso entendimento representa um setor conservador que não é capaz de representar o movimento docente de forma independente e democrática.

DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES HONESTINO GUIMARÃES
DCE-UnB
GESTÃO NADA SERÁ COMO ANTES
Contra as leis raciais no Brasil?

Engraçado o Prof. Marcelo Hermes assinou uma manifesto, que foi redigido e prestigiado por uma ampla sorte de reacionários e conservadores de todas as partes do Brasil. O principal objetivo do documento era reivindicar o retrocesso de todas as leis de inclusão etno-racial de nosso país, que sofreu com a escravidão de negros, mulatos e pardos até quase o início do século passado.

Na minha respeitosa opinião, gostaria de conclamar o Prof. Marcelo que no processo de crise da UnB, teve uma atuação tão progressista a rasgar esta carta que ajudou a construir e fortalcer este campo de pensadores, estudantes e várias outras categorias que além de lutar contra a corrupção lutam também contra a desigualdade social!
E tenho também a certeza que vários professores da UnB que constróem juntos o Coletivo UnB Livre devem ter profundas divergências com este documento.

Confira a integra da matéria divulgada no Blog Ciência Brasil
Fotos da Ocupação
Minha fala durante a Assembléia que definiu pela desocupação da Reitoria
Assembléia Geral dos Estudantes durante a ocupação

Assembléia Geral lotada que definiu por desocupação do prédio e ocupação de toda a UnB

Fala da Prof. Rita Segato, grande apoiadora do movimento de ocupação e atual candidata a Presidente da ADUnB (Sindicado de Representação dos Docentes da UnB)





Ocupa e Resiste!
A ocupação do prédio da Reitoria da UnB garante muitas vitórias e abre uma nova fase do movimento estudantil.

Por Fábio Felix*

Os estudantes da Universidade de Brasília ocuparam a Reitoria, mobilizados por uma pauta que denunciava um processo complexo de corrupção, falta de democracia, truculência e uma política equivocada a frente da administração da universidade. As sucessivas denuncias contra o Reitor, os escândalos envolvendo as fundações de direito privado e também parte da administração superior da UnB demonstraram um esquema de privilégios, falta de compromisso com o público e dedicação na aplicação de uma política autoritária e privatista na UnB.

A crise que a UnB continua mergulhada ia se aprofundando em uma rápida dinâmica de exposição da instituição e gerando um profundo questionamento por parte da sociedade do que deveria ser feito. As denuncias divulgadas pelo Ministério Público, TCU e outros órgãos eram sintomáticas por que deixavam clara a situação insustentável da gestão Timothy Mulholland e a necessidade de democracia e participação nos espaços da universidade.

O movimento estudantil foi inegavelmente o protagonista e impulsionador de um processo amplo de lutas na UnB, o DCE convocou várias assembléias, atos, reuniões com outras entidades e estimulou uma campanha pelo Fora Timothy, fora fundações de apoio e pela democratização da instituição. A campanha tomou uma dimensão nacional capaz de tremer a relação das universidades com as fundações de apoio.

A ocupação da Reitoria da UnB foi o instrumento que os estudantes encontraram para dialogar com a comunidade universitária e também com toda a sociedade brasileira. Este mecanismo deve refletir a grande dificuldade de interlocução que estudantes tinham com a antiga gestão da UnB e que os estudantes brasileiros tem com o governo federal.

A permanência da ocupação não foi fácil, mas as pressões de várias instituições do estado, da sociedade e a angustia da eminente entrada policial não foram suficientes para desencorajar a luta de todos nós estudantes da UnB. O apoio declarado por várias entidades de todo o Brasil, as cartas de solidariedade e as assembléias lotadas serviam para dar sempre um novo gás para nossa resistência.

A luta contra a corrupção e pela democratização da universidade mobilizou milhares de estudantes da UnB e de todo o Brasil e garantiu grandes vitórias para o movimento estudantil. A direção majoritária da UNE (União Nacional dos Estudantes) que há muito tempo não se posiciona a favor da luta estudantil, tentou se aproveitar deste importante momento político para se re-localizar na conjuntura, mas não reflete mais a realidade cotidiana dos estudantes, porque prefere defender as políticas educacionais do governo ao invés de lutar junto ao estudante pela universidade pública.

Os professores e servidores da UnB embarcaram com muita força na luta dos estudantes e também pediram a saída do Reitor, do Vice e de toda sua equipe e perceberam a necessidade de redemocratizarmos os espaços da universidade pública. A vitória ocasionada pela mobilização estudantil e pela ocupação da Reitoria da UnB, foi a peça impulsionadora de um movimento mais amplo que envolve todos os segmentos da universidade e garantiu por fim uma vitória tão contundente de todos os que lutaram em defesa de uma UnB pública, gratuita, democrática e de qualidade!

A ocupação que durou 15 dias coloca o movimento estudantil não só da UnB em uma nova fase, a qual, os estudantes voltam a acreditar na mobilização e na luta como instrumento de mudança da realidade! Quando percebermos que falta professor em sala de aula, ou quando assistirmos as condições precárias das universidades, ou mesmo quando o governo através de decreto publicar mais ataques à educação pública vamos ter a certeza que nossa luta pode garantir grandes mudanças!

Defender a UnB, acabar com os privilégios, denunciar o processo de corrupção, lutar pela democratização dos espaços da universidade, lutar contra as fundações de direito privado nas universidades públicas, impedir a implementação do projeto de expansão difuso da UnB (REUNI) são as principais pautas de todos nós estudantes que ocupamos a reitoria da Universidade de Brasília.

Nós desocupamos o prédio da Reitoria para ocupar toda a universidade, salas de aula, conselhos, assembléias, reuniões, departamentos, institutos e faculdades continuando com afinco e resistência a tarefa de defender a UnB e a universidade pública brasileira! A palavra-de-ordem continua sendo sem duvida: Ocupa e Resiste!

quarta-feira, abril 02, 2008

Fernando Gabeira do PV é mais do mesmo para o Rio de Janeiro


O Deputado Federal Fernando Gabeira, é um dos pré-candidatos mais fortes para as eleições da cidade do Rio de Janeiro. Em entrevista na madrugada de hoje ele demonstrou que não tem um projeto para a cidade e foi vazio nas respostas dadas em sua participação no Programa do Jô.


Gabeira disse que foi motivado a ser candidato por uma tragédia que aconteceu com uma amiga, que ao acompanha-la ao maior hospital público da cidade percebeu (muito tarde) as condições da saúde pública brasileira. Ele aproveitou para elogiar o hospital particular o qual ela foi encaminhda depois e não demonstrou uma saída programática para o investimento público e o resgate da saúde pública.


O Deputado fez várias declarações genéricas e não conseguiu se diferenciar, do atual prefeito, nem do seu principal rival (como ele classifica) o Bisbo Crivella (Da Universal do Reino de Deus). Sobre violência disse que o munícipio pode reduzi-la em parceria com os governos estadual e federal mas não disse como!
As alianças refletem uma deterioração muito grande do Deputado Gabeira e de seu partido, o PV hoje compõe o governo do atual prefeito desastre do Rio (César Maia /DEMO) e parece capaz de fazer quaisquer alianças sem principios!



O Deputado Chico Alencar do PSOL que também será candidato à Prefeitura do Rio foi feliz ao dizer que o Gabeira TUCANOU!



Fatos: Rede Globo apóia GABEIRA e Rede Record apóia CRIVELLA
Reitoria da UnB contrata Gabinete de crise para conter o escândalos



Um jornal de pequena circulação do Distrito Federal, publicou na última semana que a Universidade de Brasília teria contratado o jornalista Hélio Doyle para apagar o fogo do escândalo envolvendo a cúpula dirigente da Universidade de Brasília. Hélio é professor aposentado da Faculdade de Comunicação da UnB, trabalhou no Governo Cristovam Buarque e depois incrivelmente no Governo de Joaquim Roriz, segundo fontes que prefiro não revelar é profissional em "assar pizzas". Professores da UnB comentam que a quantia que Hélio deve receber para tirar o Reitor do paredão é de 300.000 reais.


Apesar da tentativa de sair do buraco, a Administração Superior da Universidade não consegue sair da parte policial dos principais jornais do Brasil, neste domingo foi publicada nova denúncia no Correio Braziliense sobre um suposto "tour" do Vice-Reitor da UnB, sua esposa e o dono de uma Faculdade Privada de Brasília pela Ásia... A fatura foi paga pela Editora UnB (verba que deveria ir pra projeto indígena).

terça-feira, abril 01, 2008

Heloísa Helena está entre os principais presidenciáveis para 2010

Apesar de boa parte da mídia não comentar o porque da ex-senadora Heloísa Helena estar em terceiro lugar nas principais pesquisas de opinião que simulam as eleições de 2010, a Presidenta do PSOL desponta com um programa radical e de esquerda.

Na última pesquisa Datafolha Heloísa Helena aparece em terceiro lugar em quase todas as hipóteses de simulação, a frente até do atual Governador de Minas Gerais Aécio Neves e das possíveis candidatas do PT Dilma Roussef e Marta Suplicy.

Com um programa radical, Heloísa Helena precisa avançar com as medidas que beneficiem o conjunto dos trabalhadores bem diferente do seu ex-companheiro de partido e ex-socialista o Presidente Lula.

Segundo o blog do Jornalista Paulo Henrique Amorim, é mais fácil o "vesgo" personagem do humorístico pânico chegar a presidência do que José Serra. Amorim afirma que ele é um candidato "pesado", pouco carismático e descarrega várias denuncias sobre o Governador de São Paulo.

1º de Abril: Dia Nacional de Luta contra as mentiras do Governo Lula


Estamos em 2008, segundo mandato do Presidente Lula e nada a comemorar, em vários estados brasileiros ativistas dos movimentos sociais e da CONLUTAS foram às ruas protestar contra as farsas deste governo.

A farsa do fim da dívida externa, do deficit da seguridade social estão entre as muitas mentiras inventadas para aprovar as danosas reformas que retiram direitos dos trabalhadores brasileiros. Vivemos a pior fase de exploração do trabalho no Brasil e no mundo, a qual o estado perde seu papel fundamental de provedor das políticas sociais.
O PT e os satélites de seu governo continuam no toma-lá-da-cá dos cargos e privilégios com o dinheiro público enquanto quem paga a conta é a maioria da população brasileira!

segunda-feira, março 31, 2008

Conferência Eleitoral do PSOL - 2

As resoluções aprovadas já estão disponíveis no site do partido

www.psol.org.br

A resolução de programa com certeza reflete de forma muito rebaixada o que foi o programa fundacional do PSOL e também aquele aprovado para as eleições de 2010.

domingo, março 30, 2008


Censura empresarial ataca também na Internet
por Hamilton Octavio de Souza


O rompimento unilateral do contrato do portal iG com o jornalista Paulo Henrique Amorim, no dia 18 de março, provocou e continua provocando um razoável debate entre blogueiros, jornalistas e ativistas e entusiastas da Internet.


Não é a primeira vez que deparamos com censura expressa a sites, blogs e colaboradores de portais – o que tem derrubado a tese dos mais ufanistas sobre o papel quase exclusivo da Internet no processo real de democratização das comunicações e da sociedade.


O cartunista Latuf já teve seus cartoons censurados e perseguidos via Internet. Vários veículos da imprensa alternativa popular não conseguem hospedar seus sites em portais controlados por grandes grupos econômicos – mesmo aqueles que se auto-proclamam democráticos e dedicados exclusivamente à comunicação social.


Ao mesmo tempo, cresce o número de casos de blogs retirados do ar por portais e provedores, especialmente quando os conteúdos estão relacionados com a mobilização social e as lutas de setores da sociedade. Isso aconteceu, em 2007, com blogs de estudantes universitários em momentos de ocupação de reitorias.


O curioso nessa situação é que os “controladores” do novo espaço “democrático” que se abriu com a Internet, são praticamente os mesmos que atuam na grande imprensa burguesa e utilizam os mesmos métodos dos que exercem a censura e o controle dos conteúdos nos principais veículos do País. Os registros mais graves comprovam que as restrições partem das forças dominantes em defesa de seu modelo econômico e de seus interesses hegemônicos ou, ainda, de grupos empenhados em disputas empresariais que utilizam a comunicação para seus objetivos estratégicos.


No caso específico da saída de Paulo Henrique Amorim do portal iG, o comunicado do diretor-presidente Caio Túlio Costa se restringiu a afirmar, em primeiro lugar, laconicamente, que o iG “descontinuou o contrato com o jornalista...” e, em seguida, esclareceu que “Descontinuar colaborações faz parte da vida das empresas e da vida dos jornalistas”. Ou seja, a Internet segue o mesmo padrão das empresas privadas em relação à pauta e à escolha de seus empregados, com a única diferença de que na “nova situação” não existe vínculo empregatício.


Nos esclarecimentos que deu sobre a “rescisão” de seu contrato, o jornalista Paulo Henrique Amorim atribuiu ao banqueiro e empresário Daniel Dantas a responsabilidade pelo ato de censura, já que o site Conversa Afiada apresentou seguidas matérias sobre os negócios e os métodos utilizados pelo banqueiro nas disputas bilionárias das empresas de telecomunicações.
A saída não devidamente esclarecida de Amorim do iG provocou a reação imediata do conceituado jornalista Mino Carta, diretor da revista Carta Capital e também autor de um blog hospedado no mesmo portal. Mino protestou, saiu do iG e deixou novas pistas sobre o que estaria por trás dessa censura. Ele escreveu: “Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.”


A reação do público que tem acesso à Internet foi imediata e, já no dia seguinte, em menos de 24 horas, o blog de Mino Carta registrava 742 mensagens sobre o ocorrido – a maior parte endossando os protestos contra a censura imposta num portal e o abrupto rompimento de contrato com o jornalista.


Tudo indica que esse tipo de situação tende a se tornar mais freqüente na Internet, em especial nos espaços controlados pelas grandes empresas ou suscetíveis de pressões políticas de governos e das classes dominantes. O que fica claro – nas várias formas de cerceamento – já identificadas é que o sistema de oligopólio das comunicações se reproduz exatamente onde se imaginava que era possível escapar do controle ideológico e dos interesses comerciais.


O caso de Amorim reforça que a luta pela democratização da sociedade brasileira passa obrigatoriamente pela democratização do sistema de radiodifusão, do sistema de satélites de comunicação e de todo o sistema que articula a Internet.


Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP.

Conferência Eleitoral do PSOL


Neste final de semana estive participando da II Conferência Eleitoral do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), este espaço de debate foi palco do enfrentamento de projetos estratégicos para o Partido e para o país. Todos os setores políticos do PSOL desde a explanação de Babá até a fala de Ivan Valente demosntraram com clareza a importância da participação no processo eleitoral, apesar de seus limites categoricamente reconhecidos por todos.


Vou fazer posteriormente um comentário mais completo sobre a conferência, mas a mensagem que tenho mais concreta sobre estes dois dias é em relação a como foi feito o debate do campo de alianças.


Acredito ter havido um esquívoco tático e político que pode fragilizar profundamente a intervenção do PSOL.


Primeiro que não houve um detalhamento do debate estratégico do partido, o que significa que o Partido não discutiu com mais afinco o que quer para o Brasil e para a América Latina. Este debate é fundamental porque a partir dele pode-se chegar a uma formulação sobre a participação nas eleições, campo de alianças e etc.


Segundo, que o PSOL quebra um pacto importante com parceiros do campo de classe, ou seja, não cristaliza a necessidade de ter no campo eleitoral os mesmos aliados que tem no campo das lutas sociais. Aponta o diálogo com estes setores de forma genérica.


Terceiro, o partido tratou de deliberar mais a serviço das excepcionalidades que possam ocorrer nas eleições, do que sobre o norte que deve ter a intervenção eleitoral do PSOL de conjunto. Sem qualquer sectarismo abre um precedente que pode atrapalhar o partido a se consolidar como direção política dos revoltosos. Torcemos para que as excessões não se transformem em regra e o pragmatismo não seja maior do que o programa.


E por último, aprovou um programa também bastante genérico, que apesar de tocar em questões importantes para o conjunto dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre dos municipios brasileiros, não atinge centralmente a dívida pública, a lei de responsabilidade fiscal, as estatizações e etc. O que significa dizer que o programa do partido pode iludir os trabalhadores e os lutadores sociais que "ganhando" as prefeituras poderá mudar profundamente as condições da maioria da população o que não é verdadeiro. Portanto o que deve ser afirmado é que as possíveis prefeituras do PSOL, mandatos de vereadores e etc devem estar a serviço das lutas socias e de acumular politicamente para organizar os trabalhadores e movimentos socias brasileiros.

sexta-feira, março 28, 2008


Um ano do Incêndio Criminoso na UnB: Nada a comemorar!

Completa-se hoje um ano do incêndio ocorrido na CEU. Naquele dia, alunos africanos foram vítimas de um ato xenófobo criminoso, no qual as portas dos quatro apartamentos em que eles moravam foram incendiadas.

A funcionária do Centro de Convivência Negra, Hayamna Carvalho, lembra: "Na madrugada do dia 28 de março de 2007, os estudantes da CEU acordaram por causa do cheiro de queimado. Tinha fogo em frente às portas de quatro apartamentos. A saída era bloqueada com tijolos e os extintores foram retirados. Os estudantes africanos foram alvo de um ato criminoso de caráter racista. Felizmente, não houve feridos ou mortos."

Toda comunidade universitária ainda está chocada com o acontecimento, que teve repercussões mundiais. "Até a revista Times me entrevistou", fala Medeiros, da Direção Geral dos Serviços da Prefeitura do Campus.

As investigações policiais e administrativas já começaram. Em setembro do ano passado, três estudantes, José Francisco Rodrigues de Araújo, Roosevelt Reis e Wagner Guimarães Guedes, também moradores da CEU, foram indiciados como suspeitos. Dois processos se instalaram: a Polícia Federal começou uma investigação penal e, ao mesmo tempo, em colaboração, a UnB entrou com o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar de maneira mais rigorosa o envolvimento de três alunos no episódio. Acredita-se que, até o fim de abril deste ano, saia uma conclusão efetiva do PAD.

A precariedade das condições de moradia da Casa do Estudante Universitário é outro assunto que preocupa a comunidade acadêmica. "A CEU está caindo de pedras", condena o DCE. Hayamna Carvalho confirma: "Desde o incêndio, nenhuma reforma foi feita e ninguém pensou em uma política de convivência", o que, de acordo com ela, é um dos problemas, em parte, responsáveis pelo ato racista.

Fonte: CampusOnline