terça-feira, fevereiro 26, 2008


VENEZUELA

Campanha internacional pela reitegração de Orlando Chirino ganha força na Venezuela e no mundo, o Dirigente é um dos principais críticos ao Governo de Hugo Chavez pela esquerda. Questiona os acordos feitos pelo Governo com os golpistas que tentaram cassar o mandato de Chávez


Campanha internacional pela reintegração a PDVSA do dirigente Orlando Chirino

A partir da decisão da diretoria da PDVSA de demitir a Orlando Chirino do seu emprego na indústria petroleira, o líder sindical, Secretário Geral de Fedepetrol e um dos dirigentes mais destacados de CCURA/Petróleo (UNT) José Bodas manifestou que “é uma questão de honra a luta pela reintegração do companheiro Orlando Chirino aos quadros da indústria petroleira.”José Bodas denunciou que “com esta ação arbitrária, a tecno-burocracia da PDVSA demonstra ao povo venezuelano que não se importa em violentar os direitos dos trabalhadores para defender seus privilégios. Eles querem se desfazer de Chirino porque ele de forma corajosa denunciou o caos administrativo, político e financeiro da empresa. Porque convocou aos petroleiros a se mobilizarem contra as empresas mistas na indústria petroleira que vulneram a soberania de nosso principal recurso. Porque tem enfrentado os funcionários disfarçados de vermelho que querem atropelar os direitos dos petroleiros, e porque não ficou calado frente à violação da autonomia sindical confabulada entre o Ministério do Trabalho e o Diretório da PDVSA ao impor uma comissão negociadora do contrato petroleiro dando as costas aos trabalhadores, para poder entregar conquistas históricas.”
Também Boda destacou que Orlando Chirino não só tem uma trajetória de mais de 40 anos de luta implacável contra os patronos e a burocracia sindical. “Todos sabem que Chirino tem se destacado por ser um dirigente político revolucionário que tem questionado à burocracia e os corruptos e denunciou sem ambigüidades que para avançar para o socialismo é necessário romper com a burguesia; socializar os meios de produção, entregar as empresas aos trabalhadores para que administrem e controlem a produção, assim como sua defesa de um governo nas mãos diretas do povo trabalhador”. O dirigente petroleiro Bodas afirmou que se trata de uma clara perseguição política. Informou também que será realizado um ato, na segunda semana de fevereiro, em solidariedade com o coordenador nacional da UNT Orlando Chirino. “Temos elaborado um Plebiscito para coletar assinaturas tanto no âmbito nacional quanto internacional. Reclamamos ao Governo do Presidente Chávez e aos diretivos de PDVSA para que não se institucionalize o delito de opinião e para que seja respeitado o direito ao trabalho de Orlando Chirino, reintegrando-o de forma imediata ao seu local de trabalho na PDVSA”. O objetivo dos dirigentes venezuelanos é coletar assinaturas entre dirigentes sindicais e políticos, de personalidades e intelectuais da América e Europa. Mencionando especialmente a James Petras e à companheira Célia Hart de Cuba, Bodas concluiu: “Esperamos seu apoio, uma vez que, em que pese às divergências políticas que possam ter com Orlando Chirino, não pensamos que possam justificar este atropelo político contra nosso camarada.”.
Aporrea, 29 de janeiro 2007.

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