sábado, fevereiro 23, 2008

Até a UNE pede o afastamento do Reitor da Universidade de Brasília...

UNE critica má utilização de recursos públicos na UNB
Entidade divulga nota cobrabdo mais investimentos na univesidadeEm virtude da série de denúncias veiculadas recentemente sobre a má utilização de recursos públicos na UNB, a UNE divulga nota pedindo a apuração do caso e mais investimentos na infra estrutura da universidade. Leia abaixo a íntegra do texto. Opinião da UNE sobre a má utilização de recursos públicos na UnB. Pela averiguação e punição dos responsáveis
Uma universidade que normalmente atrai atenção pela excelência acadêmica, pesquisas relevantes e atendimento às demandas sociais, ocupa neste momento a pauta dos noticiários pelo gasto de quase meio milhão de reais com a decoração do apartamento funcional destinado ao seu reitor. O escândalo poderia inferir a existência de prosperidade orçamentária na UnB. Entretanto, longe desta realidade, a universidade passa por sérias dificuldades estruturais.
A opulência do apartamento do reitor contrasta com a precariedade da moradia estudantil e das instalações físicas do conjunto da universidade. Lá, a promessa de reforma já completou aniversário e, após a queda de uma marquise de um dos blocos no ano passado, os prédios da Casa do Estudante foram vistoriados pela Defesa Civil e receberam algumas escoras.
Embora deva ser levada em conta a responsabilidade individual do dirigente da universidade ao pesar a prioridade dos gastos a serem feitos com apartamentos e carros de uso institucional em relação a outros investimentos fundamentais do dia-a-dia acadêmico, uma questão de fundo também deve ser seriamente encarada pelas autoridades: a relação existente entre as universidades e as fundações de apoio. Algumas dessas fundações captam verba fora e cobram taxas dentro da universidade para investir no seu custeio, substituindo o papel do Estado e, pior, direcionam as pesquisas realizadas pela instituição com base nas perspectivas de financiamento e/ou captação de recursos. Outras, formadas por corpo independente, mas financiadas majoritariamente por dinheiro público, definem os investimentos da universidade à revelia de seus conselhos decisórios, tornando-se verdadeiras caixas-pretas.
É o caso da Finatec que, segundo o Ministério Público, em detrimento do fomento à pesquisa, concentra a maioria das suas atividades em contratações e consultorias, desviando sua finalidade principal. É importante lembrar que as fundações surgiram com esta formatação na década de 90, em um momento em que o ataque às universidades se dava pela diminuição progressiva do seu financiamento público, tornando as fundações na principal alternativa administrativa, como instrumento para atrair recursos para o custeio das instituições.
O afastamento do reitor Timothy Mulholland até que as denúncias sejam apuradas e a atuação firme do Ministério Público na apresentação do caso é necessária, e a investigação e punição dos responsáveis é parte do enfrentamento ao problema, mas para além da indignação que hora nos move, precisamos apreender as lições e propor saídas para que a universidade pública possa de fato estar voltada seu grande desafio: contribuir para o desenvolvimento soberano de nosso país.
Apenas com verbas suficientes à estruturação e ampliação das universidades públicas; com a criação de espaços de interlocução da universidade com a sociedade e com a participação efetiva de professores, estudantes e funcionários nas decisões, baseadas na paridade, a universidade poderá de fato estar a serviço do povo brasileiro e dessa forma entender e ajudar na solução dos grandes dilemas que separam o Brasil que somos do Brasil que queremos.
»Pelo afastamento imediato do Reitor Timothy Mulholland até que se apurem todas as irregularidades;
»Por uma séria apuração das denúncias feitas pelo Ministério Público. Os estudantes estão atentos!
»Pela ampliação dos recursos destinados à educação ;
»Pela participação da comunidade acadêmica na elaboração do orçamento da universidade;
»Pela aplicação integral dos recursos vinculados do orçamento, com a derrubada imediata da DRU (Desvinculação das Receitas da União);

A farra dos cartões corporativos e a farra dos banqueiros! Temos que dar um basta!

A farra dos cartões corporativos com milhões de reais desviados para garantir as benesses de ministros, dos altos funcionários governamentais, do presidente da república e até de seus familiares, nada mais é do que reflexo de uma política que incentiva a corrupção e implementa um projeto de fome e miséria para o povo, privilegiando os ricos e poderosos. É a podridão do regime e da falsa democracia dos grandes empresários, dos banqueiros e latifundiários, antes representada pelos tucanos e agora pelo governo petista de Lula.O mau uso do dinheiro público, refletido agora no uso dos cartões, envolve a compra de mesas de sinuca, de presentinhos, piscinas, flores, vinhos, carnes importadas e até aparelhos de ginásticas; há até denuncias de notas frias usadas em viagens do presidente Lula! Uma verdadeira farra com o dinheiro público que deveria ser utilizado para beneficio da população e não para garantir os privilégios do Planalto. No governo tucano de São Paulo, a maracutaia, envolvendo também o uso de cartões chega a 108 milhões de reais. E como tudo acaba em pizza, já está no forno mais uma CPI controlada pelos petistas e tucanos, para impedir qualquer investigação séria, com o objetivo de salvaguardar Lula e FHC.O anuncio de lucro recorde do Banco Itaú evidencia ainda mais uma triste realidade em nosso país. O lucro deste banco chegou a R$ 8,474 bilhões, um aumento de 96,7% em relação a 2006. Esse verdadeiro escândalo foi graças à política do presidente Lula, que mantém os juros estratosféricos. Facilitando assim a farra dos especuladores e dos créditos, aparentemente fáceis mas que cobram da população juros altíssimos. Graças a esta política, em 2007, houveram no Brasil 60 mil novos milionários, o equivalente a 169 por dia. Enquanto isso, no nosso país morrem 269 pessoas diariamente fruto das doenças da pobreza, por falta de atendimento, hospitais, saneamento e adequada saúde pública. Mas outros recordes, não menos tristes são anunciados: dessa vez foi a Amazônia, com recorde de desmatamento. Enquanto o governo mantém as emendas dos parlamentares, anuncia o corte de 12,6 bilhões no orçamento federal, deixando os servidores federais mais uma vez a ver navios. E quem paga o pato? É o povo brasileiro, que tem amargado crise na saúde, com a epidemia de dengue e febre amarela; altas nos preços dos alimentos da cesta básica, a exemplo do feijão nosso de cada dia; aumento das tarifas de transporte público, energia, gás e telefone; falta de segurança pública e condições precárias da policia, que recebe salários miseráveis. Enquanto continua o crescente desemprego, que joga os trabalhadores no mercado informal, a exemplo dos camelôs que sem proteção trabalhista ainda sofrem com a perseguição do prefeito César Maia.A única maneira de darmos um basta a esta situação é a luta através da mobilização do povo brasileiro. Chega! Não aceitamos que tudo acabe sempre em pizza!.É necessário parar a sangria de dinheiro que vai para os banqueiros; não podemos aceitar o congelamento salarial dos servidores públicos federais. É necessário darmos um basta à política neoliberal de Lula e organizar uma ampla mobilização pela suspensão do pagamento dos juros da dívida, e que esse dinheiro seja revertido para um plano de obras públicas, para investir na saúde, educação, reforma agrária, segurança pública e para garantir o reajuste dos salários dos servidores públicos.Neste ano em que mais uma vez vamos as urnas votar, devemos derrotar nas urnas os candidatos do governo, os candidatos da corrupção e dos ricos e poderosos.
Núcleo Centro PSOL/RJ
Rio de janeiro, 18 de fevereiro de 2008

sexta-feira, fevereiro 22, 2008



Fidel pede mudanças nos EUA e critica a Europa



Em um artigo escrito pelo "camarada Fidel" Castro, como ele agora assina seus textos, e publicado hoje em Cuba, não faltaram criticas aos EUA e a Europa. Intitulado "o que escrevi na terça-feira 19", o artigo traz reflexões de Fidel após seu anúncio de que não comandará mais Cuba. Segue alguns trechos:
- Gostei de ver a postura embaraçosa adotada por todos os candidatos à Presidência americana (...). Um a um, todos se sentiram obrigados a realizar exigências imediatas sobre Cuba para não correrem o risco de perder um único voto que fosse.
- Meio século de bloqueio parece pouco aos prediletos. Mudança, mudança, mudança!' gritaram em uníssono. Eu concordo, 'mudança!', mas da parte dos EUA.
- Eu pretendia parar de escrever minhas reflexões por ao menos 10 dias, mas não consegui ficar calado por tanto tempo. Eu precisei abrir fogo, ideologicamente, contra eles.
- Imediatamente as infortunadas potências européias aliadas a esse sistema proclamam as mesmas exigências.
- Bush disse que minha mensagem era o início do caminho da liberdade de Cuba, ou seja, a anexação
Extraído do Blog do Noblat: www.noblat.com.br
Gays, lésbicas, travestis e transexuais são agredidos todos os dias no Brasil!

Dois acontecimentos marcaram as ultimas semanas, o primeiro foi a trágica violência sofrida por dirigentes de uma ONG de defesa dos direitos de homossexuais em São Paulo, o ataque foi brutal e demonstrou como o preconceito pode se reverter em atitudes irracionais e facistas.
Este tipo de violência tem sido denunciada pelos movimentos sociais que atuam com estas populações há vários anos. Em 2004 o Grupo Gay da Bahia divulgou um estudo , o qual, afirmava que um homossexual era agredido e até morto a cada 48h no Brasil.
A violência sofrida pelo militante em São Paulo é ápenas uma demonstração da situação estrutural do preconceito e discriminação.
As política públicas que respondem a esta situação hoje no Brasil são basicamente retóricas e não conseguem nem minimamente atender as necessidades reais de investimento.
O outro acontecimento foi a condenação de um jovem também em São Paulo a pagar uma multa de 14 mil reais por discriminar e agredir um homossexual. Este caso deve ser usado como exemplo para que a justiça demonstre que há mecanismos de punição para os homofóbicos mais raivosos.
CPI dos Barracos [2]

Quem mais perde com a CPI dos cartões?

O Presidente Lula não vai ser candidato...
O grande candidato do PSDB é o Governador de São Paulo José Serra, que também esta envolvido na crise da farra com os cartões corporativos.

O Governo Lula decide apoiar uma CPMI mista e investir pesado no desgaste do governador de São Paulo, mas, a oposição percebe o risco e corre a tráz do prejuizo e acirra a pressão para assumir a Presidencia da CPI Mista dos cartões.

Segundo divulgado pela FolhaNews, o Senador Romero Jucá (PMDB), líder do governo no senado tenta convencer parlamentares da base aliada a ceder a presidência à oposição. A novela continua e a CPI deve avançar pouco nas investigações.

Sexta-feira a noite vamos comer PIZZA PIZZA PIZZA!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008



No Senado a CPI dos barracos!





Senadores do PSDB e PMDB trocam empurrões e agressões após dircurso sobre CPI. O Senador do PSDB Mario Couto se pronunciou sobre a CPI dos cartões corporativos e reivindicou o espaço da oposição, o que irritou o Senador Gilvam Borges do PMDB que teceu comentário pejorativos sobre a mesma. A briga retórica virou uma confusão! O PSDB que mais espaço na CPI dos cartões pois tem medo que ela manche a imagem de seu principao presidenciavel o Governador de São Paulo José Serra.


O PMDB pode abrir espaço para o PSDB caso o toma-lá-da-cá do governo de cargos comece a minguar. José Sarney (PMDB) afimou hoje a imprensa que cansou de dispudar indicações com a Ministra da Casa Civil e isto pode atrapalhar a interlocuação do Governo no Senado.


PT e PSBD... farinha do mesmo saco brigando por poder e não programa! E a farra da gastança do dinheiro público continua. Os movimentos sociais precisar se organizar para dar uma resposta a este processo! Só a luta independente das entidades que representam os trabalhadores, estudantes e os movimentos populares pode pressionar para que hajam inversigações mais sérias.

Deputada Luciana Genro (PSOL-RS) pede o afastamento do Reitor da UnB em pronunciamento!


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero registrar neste pronunciamento a luta encabeçada pelo DCE- UnB e pela ADUnB, entidades que congregam os estudantes e professores da Universidade de Brasília e tem sido protagonistas da luta pelo afastamento do Reitor Thimothy Mollholand da administração da universidade. Há mais de 10 anos na administração da Universidade, sua gestão privatista e antidemocrática já tinha sido alvo de mobilizações e contestações anteriormente. Agora, entretanto, trata-se de crime contra o dinheiro público o que este dirigente vem fazendo. Desvio de Finalidade nos gastos da FINATEC, enriquecimento de seus diretores, compras de carro para o Reitor no valor de 72 mil reais, viagens a passeio pagas pela universidade até mesmo com diárias, e até de viagens que não foram realizadas, investimentos até em shoppings.... e umação de meio milhão no apartamento do Reitor da UnB. Enquanto a Universidade esta caindo aos pedaços, falta verbas para assistência estudantil, para laboratórios, para as unidades acadêmicas. Nenhuma unidade na universidade recebeu mais dinheiro que a DECORAÇÃO no apartamento do Reitor. Isto não é crime? Muito me estranha que o Senador Cristovão vá átribuna do Senado para elogiar esta administração e lamentar seus equívocos administrativos!!! Não se trata de equívocos mas sim de crime, desvio de dinheiro público, apropriação privada de recursos que deveriam ser investidos na universidade. Um problema de fundo que está por trás deste escândalo é o papel que cumprem as fundações dentro das universidades públicas. Elas permitem a mistura do dinheiro público e privado e na maior parte das vezes funcionam para facilitar os interesses privados e para favorecimentos pessoais. Quero, portanto, me somar a luta da comunidade universitária reivindicando o imediato afastamento do reitor, eleições democráticas e um amplo debate sobre como e onde os recursos públicos da universidade devem ser investidos. Muito obrigada

O Reitor da UnB mobilizou para a Assembléia dos professores!

O Reitor da Universidade de Brasília e os professores ligados à administração superior mobilizaram nos últimos dias vários professores beneficiados por esta política de privilégios, bolsas, apartamentos funcionais da UnB e etc.

Aproveitando do período de férias na universidade membros da administração superior e professores que ocupam cargos (decanatos, diretorias e etc) compareceram em massa ao espaço de deliberação dos professores para defender o Reitor e toda sua política nociva e danosa para a unb em troca de continuarem em seus postos e manterem uma gestão que prefere uma luxuosa decoração no apartamento funcional (470 mil reais) em detrimento das condições objetivas da universidade.

Assessores diretos do Reitor e servidores da universidade compareceram à assembléia para fazer "patrulhamento ideologico" na tentativa de amenizar a crise de gestão na Universidade de Brasília. Obviamente que todos os professores ocupando cargos ou não tem o direito de participarem do forum independente de sua categoria, mas, a legitimidade deste espaço fica prejudicada quando a Reitoria e toda a Administração superior da universidade utilizam sua estrutura, beneficio e aparato para articular uma "intervenção política".

O DCE reconhece que na universidade existem quase 1.500 professores e também vários professores substitutos que vivem uma realidade muito diferente, sem privilégios, sem estrutura de biblioteca qualificada, sem luxuosos apartamentos funcionais e no cotidiado em sala de aula vivem a concreta precarização de suas condições de trabalho e de toda a estrutura da UnB.

Com tudo isso, o DCE-UnB reforça a necessidade do Reitor da Universidade de Brasília se afastar do cargo para que não influêncie nas investigações internas e externas usando de sua autoriade institucional. Esta assembléia representa apenas uma demonstração de como o Reitor e a Administração superior da universidade podem influênciar utilizando a estrutura interna, as decisões, discussões, auditorias e investigações.

O afastameto do Reitor da Universidade de Brasília e uma auditoria interna com a particiação de professores, servidores e estudades é urgente e necessária para a UnB reverter os danos causados por esta crise.
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Carta aberta ao Prof. Timothy Mulholland EM DEFESA DA UnB E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

Brasília, 18 de fevereiro de 2008

Prof. Timothy Mulholland,
É muito grave a situação de constrangimento a que o senhor está submetendo a UnB. Decidi escrever esta carta porque acho que não há forma mais franca para dizer o quanto considero que o senhor está sendo nocivo, não só à UnB, mas à Universidade Pública brasileira como um todo. Escrevo-a na condição única e exclusiva de professor da UnB, não na de ex-presidente da ADUnB ou de membro (suplente) do CONSUNI.
Internamente, os expedientes que o senhor usou para conseguir destinar recursos da UnB ao mobiliamento da residência oficial do reitor são insustentáveis e representam quebra, na minha opinião definitiva, de confiança. O processo da própria destinação de imóvel para tal fim merece ser questionado, mas deixo de fazê-lo aqui para concentrar-me no que é mais recente e ganhou manchetes de jornais e telas de TV em horário nobre. Corrija-me se eu estiver equivocado (e eu não oferecerei qualquer resistência a admitir meu erro), mas, ao que me consta, ao Conselho Diretor cabe a gestão do patrimônio da FUB. Os recursos que compõem o FAI, Fundo de Apoio Institucional, são gerados pelas atividades de ensino, pesquisa e extensão da UnB. O FAI não vem do rendimento do patrimônio imobiliário da FUB – vem do trabalho do capital humano da UnB. Portanto, a gestão dos recursos do FAI cabe aos órgãos colegiados superiores da UnB; no caso, o CAD e o CONSUNI. Além do que considero ser uma flagrante irregularidade, aprovando no Conselho Diretor o uso desses recursos para o palácio residencial da reitoria, o senhor quebrou a confiança da comunidade universitária – esta que lhe elegeu, mas só tomou conhecimento de tudo pela imprensa.
Sua primeira reação à divulgação do caso (pelo menos segundo as declarações publicadas na imprensa antes da nota oficial do Conselho Diretor da FUB e nunca desmentidas) foi reprovável sob todos os aspectos. Incomodou-me profundamente sua atitude de lavar as mãos, dizendo que toda relação entre a UnB e as fundações se faz por meio de contratos e dando a entender que a UnB não pode ser responsabilizada pelas despesas feitas pelas fundações. Como se fossem os dirigentes das fundações os responsáveis por decidir os destinos dos recursos do FAI. Prof. Timothy, o senhor deve estar entre os muitos colegas na UnB que discordam dos questionamentos que o Movimento Docente faz às fundações. Por outro lado, há no Movimento Docente quem me considere pouco crítico às mesmas fundações. Não vou discutir isso aqui, mas quero ressaltar que considero injustas as acusações e insinuações que são feitas acerca de gastos com, por exemplo, jantares. Eu próprio gostaria de ter projetos que me dispensassem de gastar dinheiro do próprio bolso com refeições e traslado de colegas pesquisadores que vêm a Brasília para bancas ou outras atividades acadêmicas, por exemplo. Como eu, o senhor sabe que esse é o caso da maior parte, pelo menos, dos gastos que vêm fazendo a festa da imprensa – que, por sinal, até onde eu sei, nunca procurou um pesquisador não envolvido nas denúncias para saber se gastos em restaurantes são compatíveis com seus projetos de pesquisa. No entanto, sua reação imediata foi alimentar o fogo, como que lançando os colegas às feras. Repito, sou crítico das fundações e de seu papel por muitos motivos e gostaria que nunca tivesse havido razões para que elas existissem. Mas nunca faria o que o senhor fez, aumentando as suspeitas de que eles já são vítimas. Posso discordar deles, mas respeito-os porque compreendo que não se combate a concepção de gestão e financiamento execrando os colegas que, por terem uma visão diferente da minha, militam de boa fé para facilitar as parcerias entre a Universidade e seus financiadores (os que o fazem de má fé sabem que não é deles que estou falando). Mais que isso, admiro profundamente a atitude deles, ao não apontarem a traição de que foram vítimas.
Porque já comentei as atribuições dos conselhos superiores, deixo de falar do mérito de sua segunda reação, atribuindo a decisão ao Conselho Diretor (CD) da FUB, como se ele não fosse presidido pelo senhor ou como se tomasse decisões sem sua aquiescência. Suspeito mesmo que o CD não toma decisões que não sejam propostas pelo senhor, mas não posso ir além das suspeitas porque nunca soube quando ele se reúne, nem mesmo na ocasião em que a diretoria da ADUnB à qual eu pertencia lhe fez essa pergunta, pleiteando discutir assunto de interesse da Casa do Professor. É mais uma diferença enorme que o CD tem em relação aos conselhos superiores representativos da comunidade da UnB (CONSUNI, CEPE e CAD), cujas reuniões são sempre de conhecimento público e cujo acesso só foi negado ao público em situações de exceção, como aquela reunião que aprovou as regras que regeram sua eleição a reitor.
Contudo, o mal que o senhor está fazendo não é só à UnB, mas à Universidade Pública como um todo. Os aspectos interna corporis que comentei até aqui são de difícil compreensão para quem não vive o dia-a-dia da Universidade Pública brasileira (aliás, parece que mesmo quem se debruça sobre ela para investigá-la tem dificuldade de entender seus meandros e muitas vezes faz mais confusão do que era de se esperar). A tamanha dificuldade de compreensão deveria corresponder um esforço ainda maior de dar transparência a tudo que se faz aqui dentro. O senhor fez exatamente o contrário. Já vem de muito longe a luta que travamos pelo cumprimento do artigo 207 da Constituição Federal, aquele que diz “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”. Temos muitos inimigos nessa luta e os maiores deles nos acusam de descolamento da realidade e incapacidade de bem gerir a Universidade. Pois o senhor acaba de dar aos nossos maiores detratores os melhores argumentos que eles jamais tiveram. Eles hão de estar rindo de nós agora, mostrando uns aos outros o quanto somos irresponsáveis na destinação dos poucos recursos de que dispomos. Isso é traição à causa, Prof. Timothy, não pode ter outro nome. E uma traição ainda amplificada pelo fato de o senhor ser também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, o CRUB.
Prof. Timothy, não há forma de reparar o mal que o senhor fez, mas dispense-nos de sofrer constrangimentos ainda maiores. Tenho pensado muito sobre tudo isso nos últimos dias e o único meio que vejo de a UnB se proteger de novos e maiores males passa por exercer sua autonomia com a responsabilidade que o momento exige – e isso se faz com uma profunda auto-investigação sobre os mecanismos de gestão adotados pelo senhor, o que requer seu imediato afastamento do cargo. E não adianta dizer que a UnB sabe como é gerida, como fez sua assessoria ao responder à ADUnB dizendo que “os professores da UnB participam do orçamento indicando quais são as prioridades” (TV Globo, DFTV 1ª. Edição de 12/02/08, disponível em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM788969-7823-CONTAS+DE+AGUA+DO+HUB+ESTAO+ATRASADAS,00.html). De forma traumática, todos tomamos conhecimento de como o palácio residencial da reitoria foi mobiliado – o que não sabemos é o que mais se fez com expedientes assim. Em nome da história da UnB e da Universidade Pública brasileira, tenha o senhor a grandeza de tomar a iniciativa.

Prof. Paulo Cesar Marques da SilvaFaculdade de TecnologiaDepartamento de Engenharia Civil e Ambiental
O Reitor deve sair!

Os estudantes da UnB continuam nesta e na próxima semana com a campanha pelo afastamento do Reitor da Universidade de Brasília, a representação no Ministério Público Federal que ocorreu na última quarta-feira foi uma demonstração de força do Diretório Central dos Estudantes. O DCE pede o afastamento do Reitor da UnB no sentido de garantir a seriedade e a máxima imparcialidade nas investigações, com os poderes de Reitor e de Presidente dos principais conselhos deliberativos da universidade o Sr Mullholand pode interferir nos processos de auditoria interna do caso na universidade e até externa já que ocupa um cargo de grande influência.

As Fundações privatizam a universidade pública!

As fundações de apoio como é o caso da FINATEC, possuem uma personalidade jurídica que viabilizam a mistura indiscriminada de dinheiro público e privado não dando a real importância a finalidade a qual o dinheiro público deve ser remetido. Muitas das pesquisa financiadas com altos valores pela FINATEC atendem muito mais a interesses pessoais do que aos reais interesse da sociedade brasileira.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Comentário extraído do Blog do Noblat
Pobre PSDB
Espantado com o quê? Com o fato de o governo deter folgada maioria de votos na futura CPI do Cartão Corporativo? Com sua hesitação em ceder a presidência da CPI para um parlamentar do PSDB?
Quem disse que o governo pretende investigar para valer eventuais falcatruas cometidas por alguns dos 11.500 portadores de cartões? Ora, falemos sério.
Durante o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso funcionaram na Câmara dos Deputados 19 CPIs. Dessas, 18 foram presididas e relatadas por aliados do governo.
Houve oito CPIs na Câmara durante o primeiro mandato de Lula. Quatro foram presididas por deputados da oposição e mais duas relatadas por deputados da oposição.
Isso quer dizer que Lula foi mais tolerante com seus adversários do que Fernando Henrique? Não necessariamente. No primeiro mandato de Lula o PMDB ficou de fora da chamada base de sustentação do governo no Congresso. Nem sempre o governo contou com a sua ajuda para evitar a instalação de CPIs – ou para manietá-las.
CPI é um recurso da oposição para fustigar o governo. Mais de 60 pedidos de abertura de CPIs foram arquivados na Assembléia Legislativa de São Paulo durante os governos Geraldo Alckmin e José Serra.
Assim como o PT era viciado em propor CPIs quando estava na oposição, o PSDB viciou-se em negá-las sempre que governa.
O governo Lula bancou o esperto ao sugerir a abertura da CPI do Cartão no Senado.
O PSDB fez papel de bobo ao revidar com a proposta de criação de uma CPI formada por senadores e deputados.
A maioria do governo no Senado é estreita. Na Câmara é ampla. A conviver com uma CPI, melhor para o governo que ela seja mista.
A essa altura, quem tem mais a perder com a CPI do Cartão?
Lula não será candidato a nada em 2010.
Se descobrirem, por exemplo, que algum usuário de cartão pagou por ele despesas indevidas, Lula jogará a culpa no usuário e tocará em frente. Ninguém domina como ele a arte do "eu não sabia". De resto, a condição de ex-pau-de-arara, o Bolsa-Família e o crescimento da economia são seus poderosos salvos-condutos.
O PT carece de candidato sequer razoável à sucessão de Lula.
O PSDB de José Serra e de Aécio Neves é apontado desde já como pule de 10 para a eleição daqui a dois anos. Pois bem: o que ele tem a ganhar com a CPI do Cartão?
Acumulou munição para dispará-la contra o governo tão logo a CPI se instale? Não.
Tem livre acesso a quem possa produzir informações capazes de embaraçar o governo? Não.
Produtores de informações embaraçosas estão a serviço do governo e trabalham a pleno vapor estocando lama para ser jogada na administração passada do PSDB.
A CPI só sairá do papel quando o governo decidir o que prefere: comandá-la sozinho ou requisitar os préstimos do PSDB, cedendo-lhe a presidência? A decisão será tomada nas próximas horas.
Parte do PSDB topa coonestar a farsa da CPI mista montada pelo governo para apurar rolos do próprio governo. Outra parte é sensível à tese do DEM de responder à CPI chapa branca com uma CPI restrita ao Senado onde a divisão de forças é menos desigual.
Pobre PSDB. Teme bater de frente com o governo. Teme ser apontado como linha auxiliar dele. Teme que o acordão para frustrar mais uma CPI acabe sendo debitado em sua conta.
Será.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Publicado no Blog FazendoMedia.com:
Requião: "A Globo frauda reportagens"
Em entrevista concedida à Record News na noite de ontem, o governador do Paraná, Roberto Requião, denunciou a chantagem das corporações de mídia, “sobretudo da famosa Rede Globo, que é insaciável". Disse ainda: "Eles estão revoltados porque o governo anterior dava 1,5 bilhão em verba publicitária e eu reduzi a zero esse valor. O Estado do Paraná é próspero, mas não tenho dinheiro para jogar fora. Tenho escolas e hospitais para construir", completou o governador. Requião ainda acusou a Globo de fraude: "A Rede Globo frauda reportagens para desmoralizar o governo do Paraná, para desconstruir a imagem do governador", disse.

http://www.youtube.com/watch?v=Xtk0_G9VhIM
Eleições nos Estados Unidos: Veja o artigo publicado na edição de fevereiro da Revista CarosAmigos.

Obama, um falso brilhante entre medíocres
por José Arbex Jr.

A campanha do senador Barack Obama (de Illinois), candidato a candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, fornece uma chave para a compreensão do que se passa hoje no país. Ninguém levava a sua précandidatura realmente a sério, até a realização das primárias do partido, em Iowa, no começo de janeiro, quando ele derrotou a favorita Hillary Clinton. E a “zebra” quase se repetiu, em 8 de janeiro, nas primárias de New Hampshire. Agora, ninguém mais acha absurda a hipótese de os Estados Unidos elegerem o seu primeiro presidente negro. Como explicar?Em primeiro lugar, e de longe o dado mais importante: em 2003, Obama se opôs à invasão militar do Iraque, ao contrário de Hillary e de toda a alta cúpula do Partido Democrata (a ex-primeira-dama, diga-se de passagem, não apenas aprovou a aventura militar de George Bush, como também apoiou com entusiasmo o bombardeio de Beirute por Israel, em 2006). Ora, a questão central da atual campanha eleitoral consiste, precisamente, no debate sobre como resolver o pesadelo que Bush criou para os Estados Unidos no Iraque. Obama é o único candidato que pode falar o que quiser a respeito, sem parecer oportunista, cínico ou, simplesmente, “espertalhão”. E ele oferece uma perspectiva clara: retirada de todas as tropas, no ritmo mais acelerado possível (defende o prazo de 31 de março de 2008).Cansados de Bush Outra parte da resposta é dada pelo principal eixo da campanha de Obama: mudança. Ele diz abertamente que os anos Bush quebraram os Estados Unidos, dividiram a nação e atraíram o ódio do planeta. Numa crítica mordaz ao Congresso (incluindo parte dos deputados de seu próprio partido), diz que pretende deixar o Legislativo “antes que toda esperança seque dentro de mim”. Com isso, Obama dialoga diretamente com todos os que se sentem cansados das aventuras de Bush e com os que já não acreditam mais “nos políticos”.Não por acaso, depois das primárias de Iowa, todos os pré-candidatos, incluindo os do Partido Republicano, incluíram a palavra “mudança” em seus respectivos discursos. Sua história pessoal o credencia para falar como “cidadão do mundo”: Barack (“abençoado”, em árabe) é fi lho de africano (seu pai, nascido numa pequena vila, no Quênia, ganhou uma bolsa para estudar na Universidade do Havaí, onde conheceu sua mãe, durante uma aula de russo), é neto de muçulmanos,passou a infância na Indonésia e abriu o caminho para, de volta aos Estados Unidos, formar-se em direito, em Harvard.Em seu livro de memórias, conta que usou drogas na adolescência, e que era atormentado por questões raciais, agravadas por ter sido criado em um lar desfeito (seu pai abandonou sua mãe quando ele tinha 2 anos). Assim, ele personifi ca, de certa forma, o velho sonho da mítica América como a “terra das oportunidades”. É a face oposta da América de Bush, oriundo de uma tradicional família da elite branca. E também representa o self made man contra o poder da recente dinastia Clinton.Estranho no ninho?O seu grande trunfo reside muito mais na sua imagem de “estranho no ninho” de cobras de Washington do que em seu programa eleitoral, que não é muito diferente do apresentado pelos outros candidatos democratas. Embora seja favorável ao direito ao aborto e se oponha a uma legislação nacional proibindo casamento entre seres do mesmo sexo, Obama apóia o “endurecimento” contra os imigrantes ilegais (é favorável à nova legislação proposta por Bush) e propõe, no máximo, algumas medidas cosméticas para “disciplinar” o neoliberalismo desenfreado da era Bush. Como outros democratas, também propõe medidas para conter a emissão de carbono, favorece pesquisas com células-tronco e uma reforma tributária que atenue um pouco o sofrimento dos mais pobres.Quando questionado por Hillary sobre o ponto mais diferenciado de sua campanha – as conseqüências regionais e mundiais de uma rápida retirada das tropas do Iraque –, Obama joga o problema para a comunidade das nações. Diz que uma solução estável e realista depende de a Casa Branca recuperar o seu prestígio planetário, abalado pelos republicanos.E aproveita para estocar Bill Clinton (principal cabo eleitoral de sua mulher), que não poupa elogios ao ex-presidente Ronald Reagan, o grande precursor do neoliberalismo nos Estados Unidos. O recado é claro: Bill e Hillary são farinha do mesmo saco conservador que abriga Bush e os demais. Com esse discurso, Obama atrai o apoio de jovens, intelectuais e de atores bem conhecidos, como Tom Hanks, Jodie Foster, Will Smith e Paul Newman. Do lado do Partido Republicano, a confusão é imensa. Se, entre os democratas, os nomes de Hillary e Obama aparecem como os mais prováveis, ninguém ousa prever nada sobre o partido de Bush. Mesmo alguns dos críticos de Junior, como o senador John Mc- Cain, não conseguem se distanciar do fiasco no Iraque e de suas trágicas conseqüências.Se a palavra “mudança” soa falsa nos lábios dos democratas, parece uma piada quando pronunciada pelos republicanos. Sem alternativas políticas reais a oferecer ao partido e ao país, alguns de seus pré-candidatos tendem a radicalizar a plataforma religiosa, tentando captar as simpatias dos evangélicos fundamentalistas, como é o caso de Mike Huckabee (ex-governador de Arkansas): questões como o direito ao aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo ganham relevância sobre todas as outras.Nem sinal de mudançasA não ser pela “novidade” representada por Obama – mais de aparência do que de substância–, o quadro eleitoral dos Estados Unidos constitui uma monótona mediocridade. Mediocridade perigosa, numa situação mundial seriamente ameaçada por crescentes tensões regionais – especialmente no Oriente Médio –, pelo desastre ambiental e por sinais de tormentas econômicas no horizonte. Não há nenhum sinal de grandes “mudanças”, como promete Obama. E talvez esteja aí o dado mais importante: quando a opinião pública estadunidense se convencer de que terá mais do mesmo, é possível que a luta de classes se faça novamente visível nos Estados Unidos.José Arbex Jr. é jornalista.
"A briga [PT x PSDB] não é ideológica. É de poder. É para ver quem vai pilotar a locomotiva.”
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

Frase do dia extraída do BLOG DO NOBLAT
A vida política brasileira anda bastante confusa.... Muitas dificuldades de decifrar os acontecimentos..... momentos de muita "confusão"
Na capa dos principais editorias e colunas de Brasília e do Brasil o Sr. REI-tor da universidade de Brasília. Abaixo a matéria publicada na CartaCapital pelo repórter Felipe Coutinho.


As acomodações do reitor
15/02/2008 18:08:11
Filipe Coutinho
O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) quer o afastamento do reitor Timothy Mulholland, ao menos enquanto durarem as investigações sobre a reforma da residência oficial feita, em 2007, com recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Os estudantes querem o ressarcimento dos 465 mil reais investidos. Segundo a coordenadora-geral do DCE, Luiza Oliveira, há indícios de superfaturamento. “Os gastos são, no mínimo, esdrúxulos”, afirma. A universidade investiu, por meio da Finatec, quase 3 mil reais em três lixeiras. O DCE da UnB entrará com uma representação no Ministério Público da União na quarta-feira 20. Os gastos da Finatec estão também sobre investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Segundo o promotor responsável pelo caso, Ricardo Antonio Souza, muitas compras da Finatec vinham com recomendação direta da UnB com preço e local de venda dos produtos. “Houve prejuízo aos cofres púbicos e desvios de finalidade”, afirma o promotor. O órgão não tem, porém, atribuição para investigar a reitoria, pois a universidade é federal. A decoração do apartamento custou mais que o orçamento de cada um dos 62 cursos da UnB, em 2007, com exceção de Medicina e Química. O trajeto dos gastos é tortuoso. A UnB repassa recursos anualmente para a Finatec, uma fundação de direito privado. Em 2008, por exemplo, a verba chegará a 104 milhões de reais, segundo o MPDFT. A Finatec financiou a decoração por meio do Fundo de Amparo Institucional (FAI), destino de 10% do orçamento da fundação. Os recursos vindos da UnB, apesar do FAI ser da Finatec, é controlado pelo conselho da UnB. Assim, o alto escalão da universidade tem controle sobre uma verba sem exigência de licitação, uma vez que o recurso é da fundação. E não há obrigação, por lei, de se fazer licitação. Os estudantes têm organizado ainda protestos contra Mulholland. O primeiro foi no sábado 9, quando 50 alunos passaram a tarde em frente à residência oficial. Segundo Fábio Félix, outro coordenador-geral do DCE, o protesto recebeu o apoio dos vizinhos. “Teve até um rapaz de um prédio que colocou o amplificador na janela e tocou Que País é este?”, conta, ao se referir a uma das famosas canções do falecido Renato Russo, da Legião Urbana. O luxo da residência do reitor contrasta com a precariedade da Casa do Estudante Universitário da UnB, onde moram 360 universitários. Há rachaduras, goteiras, infiltrações e janelas quebradas. Enquanto o apartamento do reitor recebeu quase meio milhão de reais, lá foram investidos pouco mais de 100 mil reais, no ano passado. Em nota oficial, Mulholland disse ter desocupado o apartamento, pois não tem “apego pessoal” ao lugar. O reitor determinou que o imóvel seja usado para atividades de representação da UnB. Essas atividades incluem, segundo a nota, receber autoridades e pesquisadores. Desta forma, os próximos ocupantes – ou visitantes – poderão curtir uma sala de cinema de mais de 36 mil reais, um dos investimentos feitos no apartamento. O Conselho da UnB informou, em comunicado, que os gastos obedeceram a “mandamentos éticos”. Como justificativa, o conselho alegou a “alta visibilidade” do reitor. Mas não é só o apartamento do reitor que incomoda os estudantes. A UnB foi a campeã de gastos com os cartões corporativos do Ministério da Educação, com quase 1,3 milhão de reais. Os saques em dinheiro do Hospital Universitário de Brasília passaram de 141 mil reais. Em uma única papelaria, foram gastos 45 mil reais. No dia 11, a universidade divulgou auditoria interna sem apontar irregularidades. Mas a administração da universidade reduzirá à metade os 202 cartões disponíveis. O DCE contestou o resultado. “Não houve a participação de professores, servidores e estudantes na auditoria”, afirma Fábio Félix, do DCE.